O 1º de Maio nasceu como dia internacional de luta operária após a repressão violenta a trabalhadores em Chicago (1886) que reivindicavam jornada de 8 horas. Hoje, 138 anos depois, a data mantém seu caráter combativo: enquanto o capital celebra lucros recordes, a classe trabalhadora enfrenta precarização extrema, com 41% dos brasileiros em ocupações informais (IBGE/2024) e 15 milhões de pessoas em aplicativos como Uber e iFood sem direitos básicos.
Três crises exigem ação urgente:
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- Jornada exaustiva: 24% dos formais trabalham em escala 6×1 (Dieese)
- Salário depreciado: Mínimo de R$ 1.412 cobre apenas 44% da cesta básica
- Precarização: Lei 14.020/2020 (PJtização) criou 8,3 milhões de “MEIs” sem garantias
Reivindicações unificadas pelos movimentos:
- Jornada de 40h sem redução salarial
- Piso nacional para entregadores: R$ 6/h + benefícios
- Taxação de grandes fortunas (0,5% sobre patrimônios >R$
Box de Dados
> Precarização em números:
- 12h/dia: Média de trabalho de entregadores
- R$ 3,82/h: Remuneração real nos apps (USP)
- 0: Dias de férias para 92% dos motoristas de aplicativo
> O que conquistamos na luta:
CLT (1943)
13º salário (1962)
Licença-maternidade (1988)
Análise Estrutural
O modelo atual prioriza o capital especulativo:
- Juros básicos a 10,75% asfixiam produção
- Superávit primário corta investimentos sociais
- Dívida pública consome 46% do Orçamento
A saída exige reindustrialização com:
> Controle de capitais
> Reforma tributária progressiva
> Banco público para crédito popular
Fonte: Portal Vermelho
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