Dino sofre ameaças violentas em clima de ódio cultivado pelo bolsonarismo

Enquanto julgava processos no plenário, Flávio Dino foi alvo de mensagens que incitam invasão ao STF e agressão física - retórica que ecoa o discurso violento de Bolsonaro e seus seguidores

Por Redação

O ministro Flávio Dino revelou nesta quinta (22) ter recebido pela ouvidoria do STF ameaças que parecem saídas diretamente dos piores comícios bolsonaristas:

“Um cara como você tem que apanhar de murro por cima da cara, arrancar dente por dente da tua boca. Bastam cem homens aí em Brasília, invadem o STF e expulsam”

A linguagem é herdeira direta do vocabulário de ódio que Jair Bolsonaro normalizou durante seu governo e campanhas eleitorais:

– Chamadas explícitas à violência contra instituições

– Romantização de invasões (como as de 8/1/2023)

– Demonização de ministros do STF 

Não por acaso, o relato ocorre no mesmo dia em que o Ministério do Desenvolvimento Social sofreu ameaça de bomba – mais um capítulo da escalada terrorista que tomou conta do país desde que Bolsonaro transformou a agressividade em plataforma política.

DE TWITTER ÀS RUAS: O ROTEIRO DA VIOLÊNCIA

O episódio evidencia como o discurso bolsonarista continua frutificando mesmo após a derrota eleitoral:

? Nov/2024: Apoiador de Bolsonaro (Tiu França) tenta invadir STF com explosivos

? 2023-2025: Série de ameaças a ministros e ataques a sedes institucionais

? Cotidiano: Milícias digitais bolsonaristas transformam redes sociais em zonas de guerra

“As caixas de comentários ganham densidade quando penetram na mente humana e se transformam em força material”, alertou Dino, em referência ao processo de radicalização alimentado diariamente por influenciadores bolsonaristas.

A FÁBRICA DE ÓDIO BOLSONARISTA

Os ataques não são isolados – refletem uma estratégia sistemática:

1?? Deslegitimação das instituições (STF, TSE, ministérios)

2?? Incentivo à violência como “solução política”

3?? Culto à masculinidade tóxica (“porrada”, “invasão”)

Enquanto isso, Bolsonaro e aliados seguem distribuindo likes para mensagens violentas e pregando a “resistência” – o mesmo termo usado pelos terroristas de 8/1.

Fonte: Agência Brasil