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ECONOMIA

Direita ataca moeda digital criada no governo Bolsonaro

Senador bolsonarista Cleitinho espalha pânico sobre o DREX, a moeda digital brasileira. Entenda o perigo das mentiras para o seu bolso

Imagine uma campanha de medo sobre uma tecnologia que, na verdade, nasceu de uma ideia do próprio grupo político que agora a ataca. É exatamente isso que está acontecendo com o DREX, a nova moeda digital do Brasil. Figuras ligadas à extrema direita, lideradas pelo senador Cleitinho (Republicanos-MG), têm espalhado informações falsas e assustadoras sobre o DREX. Eles afirmam que a moeda será obrigatória, que o dinheiro físico vai acabar e que o governo terá acesso total à sua vida financeira.

É tudo mentira. Mas sabe por que eles fazem isso? Para gerar insegurança, minar a confiança em uma inovação financeira importante e, no limite, prejudicar o avanço do Brasil durante o governo Lula. 

Mas como essa campanha de mentiras começou, e qual é a verdade por trás dela? A história é ainda mais surpreendente. O desenvolvimento do DREX foi iniciado em 2020, durante a gestão do então presidente Jair Bolsonaro. Quem estava à frente do Banco Central na época era Roberto Campos Neto, um nome indicado pelo próprio Bolsonaro.

Ou seja, o projeto que está sendo tão duramente criticado pela extrema direita foi gestado e lançado dentro do governo que eles apoiam e defenderam. O senador Cleitinho, em vídeos e declarações recentes, tem usado a tática de criar pânico. Ele alerta que o DREX vai começar a valer em 2026 e insinua que as pessoas serão forçadas a usá-lo, pedindo que o público “sente o dedo e compartilhe esse vídeo para todo o Brasil” para evitar essa suposta imposição.

A estratégia do senador Cleitinho e de outros aliados da extrema direita é clara: associar o DREX a uma suposta “agenda do governo atual” para taxar o cidadão ou acabar com sua liberdade. Ele chega a fazer um paralelo com o Pix, sugerindo que, se não fosse a “mobilização” deles, o Pix já estaria taxado hoje. Essa é outra grande mentira.

A verdade é que a ideia de taxar o Pix, ou de criar um imposto sobre transações digitais, foi ventilada e defendida, inclusive, pelo ex-ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes.

A campanha contra o DREX tenta reescrever a história e se apropriar de uma falsa vitória para enganar a população, usando o medo como principal ferramenta. A realidade é que o Banco Central sempre deixou claro que o DREX será uma opção, não uma obrigação.

Outra alegação falsa é a de que o DREX substituirá o dinheiro em espécie e que o governo terá controle total sobre suas transações. O Banco Central tem reiterado que o DREX coexistirá com o real físico, dando mais uma opção de pagamento e investimento.

Sobre a privacidade, todas as transações com DREX seguirão as rigorosas regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a segurança e o sigilo das suas informações financeiras, assim como já acontece hoje nos bancos.

A desinformação do senador Cleitinho e de outros políticos bolsonaristas beira o absurdo quando ele sugere legislar “para não acabar com a cédula de reais”. Essa preocupação não faz sentido, já que ninguém está propondo o fim do dinheiro físico. Além disso, muitos brasileiros ainda dependem do dinheiro em espécie ou não têm acesso fácil a celular, internet ou energia elétrica para usar apenas uma moeda digital.

Essa postura de criar um problema onde não existe e depois se vender como a solução é uma tática antiga da desinformação. O DREX, um projeto inovador e pensado para modernizar o sistema financeiro brasileiro, está sendo transformado em um monstro para fins políticos.

O Banco Central, que é uma instituição técnica e independente, tem se esforçado para desmistificar essas mentiras, mas o alcance da desinformação nas redes sociais é imenso. É fundamental que você, como cidadão e consumidor, entenda a verdade: o DREX foi concebido para o seu benefício, para tornar as transações mais baratas, rápidas e seguras. Ele não é uma ferramenta de controle nem uma ameaça à sua liberdade ou ao seu dinheiro em espécie.

A campanha de mentiras da extrema direita sobre o DREX é um triste exemplo de como a política pode usar a desinformação para criar divisões e confundir o público, atacando até mesmo projetos que surgiram de suas próprias fileiras. É preciso estar atento e buscar sempre informações de fontes confiáveis.


Análise Comparativa: A Desinformação no Cenário Global

A tática de desinformar sobre moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) não é exclusiva do Brasil. Em diversas partes do mundo, projetos semelhantes ao DREX enfrentam ondas de boatos e teorias da conspiração. Nos Estados Unidos, por exemplo, o debate sobre um possível “dólar digital” é frequentemente acompanhado de alegações de que o governo usará a CBDC para controlar os gastos dos cidadãos ou abolir o dinheiro em espécie, apesar das garantias do Federal Reserve de que seu projeto seria privado e complementar. Da mesma forma, na Europa, discussões sobre o Euro Digital geram preocupações infundadas sobre vigilância em massa. A China, que já possui um Yuan Digital em estágio avançado de testes, tem sido alvo de críticas internacionais, embora as autoridades chinesas o apresentem como uma ferramenta para eficiência e inclusão financeira. Em comum, todas essas narrativas de desinformação visam minar a confiança em instituições financeiras e governos, explorando o medo de uma suposta perda de liberdade ou privacidade. A particularidade do caso brasileiro é o ataque a um projeto iniciado pela própria base política que agora o critica, evidenciando uma contradição que se soma ao cenário global de desinformação sobre o futuro do dinheiro.

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