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Doente que nada, Collor corria outro tipo de risco na prisão…

STF alegou 'saúde frágil', mas bastou uma noite de chiliques por charutos e vinho para Collor descobrir que, na cadeia, até ex-presidente vira alvo fácil

A transferência do ex-presidente Fernando Collor do regime fechado no presídio Baldomero Cavalcanti para o domiciliar numa cobertura de 600m2 de frente pro mar na praia de Ponta Verde, em Maceió, na última quinta-feira (1º de maio), se deu por razões humanitárias. Mas de uma humanidade diferente da que constou no despacho do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Alexandre de Moraes acatou o pedido da defesa de Collor, que alegava apneia do sono grave, mal de Parkinson e transtorno de personalidade bipolar — condições que tornavam desumana a prisão para um senhor de 75 anos de idade. 

Porém, o que de fato aconteceu é que Collor corria risco de tomar uma surra dos demais presos e até de ser estuprado por eles. Tudo por causa da atitude com que chegou ao cárcere, com ares de marquês. 

Relato feito pelo jornalista Luís Costa Pinto numa rede social — confirmado por autoridades penais em Alagoas — revela que em sua primeira noite na prisão, a despeito de não estar numa cela comum, Collor berrava, com a arrogância típica de quem sempre viveu em meio à riqueza e ao poder.

— Quero um vinho! Quero fumar meu charuto! Meu charutooooo!, vociferava. 

O arroto de nobreza foi respondido por um grito de preso menos abastado, por assim dizer. Da ala ao lado, esse anônimo “mandou a visão”, como se diz. 

— Vai é fumar minha pica! 

Toda a ala iniciou um coro não ensaiado: “fuma pica! fuma pica! fuma pica!”

O coro da turba, na sociologia prisional, sela uma espécie de promessa. O que significa que, dali por diante, Collor estava jurado. Ao longo da pena, desse bobeira, tomaria. No mínimo, um surra. No máximo, uma curra. 

Luís Costa Pinto, Lula, como é chamado, é o jornalista que entrevistou Pedro Collor em 1992. Pedro contou que o Governo presidido pelo irmão Fernando chafurdava em corrupção e que o próprio presidente participava gostosamente da farra. A entrevista virou capa da revista Veja, onde trabalhava o repórter, precipitou uma crise política que virou CPI e impeachment. O resto é história.  Lula, porém, manteve desde aquela época relações profissionais com personalidades da elite de Alagoas, que até hoje lhe valem informações preciosas do que se passa por lá.


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