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ECONOMIA

Dólar cai no primeiro dia da taxa Trump-Bolsonaro

Mercado reage a novidades no Banco Central Americano, abrindo caminho para juros menores nos EUA e valorizando o real

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de otimismo nesta quinta-feira (7), e o dólar chegou perto de R$ 5,40. Foi o menor valor da moeda em mais de um mês. Para quem ganha em real e compra coisas importadas, ou viaja, isso é uma ótima notícia! Enquanto o dólar caía 0,74% e fechava em R$ 5,423, nossa bolsa de valores (Ibovespa) subia quase 1,5%, chegando aos 136.528 pontos.

Esse movimento de alta da bolsa e queda do dólar pode parecer estranho para alguns. Afinal, foi justamente hoje que começou a cobrança do “tarifaço” baixado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a pedido dos Bolsonaros sobre as exportações brasileiras. Logo, se vendemos menos e recebemos menos dólares, era de se esperar uma alta na moeda americana. No entanto, o que puxou o dólar para baixo não foi a taxação de Trump, e sim um movimento muito mais forte e importante no cenário econômico mundial.

Mas, então, como isso aconteceu? A explicação está no Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos). O mercado estava de olho nas notícias sobre possíveis mudanças de nomes dentro do Fed e na grande chance de que eles comecem a cortar os juros nos EUA já em setembro. Juros mais baixos nos Estados Unidos tornam o dólar menos interessante para investir. Por quê? Porque o dinheiro “procura” onde render mais.

Se os juros no Brasil estão melhores que os dos EUA, os investidores tiram o dinheiro de lá e trazem para cá, para países como o nosso. Isso faz o dólar perder força e o real se valorizar. A queda do dólar se firmou na parte da tarde, depois de uma notícia importante: Trump indicou um economista de sua confiança, Stephen Miran, para uma vaga no Fed. Miran substituirá Adriana Kugler, que saiu na semana passada. A entrada de um nome ligado a Trump no Banco Central americano aumentou ainda mais a expectativa de que os juros vão cair logo. Essa mudança gerou um otimismo que superou qualquer preocupação com o “tarifaço” de Trump.

Para se ter uma ideia, o dólar, que fechou em R$ 5,423, não estava tão baixo desde o dia 3 de julho. A moeda americana já acumula uma queda de 3,18% só em agosto e impressionantes 12,25% em 2025. O euro comercial também caiu 0,74%, fechando a R$ 6,32. Esse cenário de valorização do real e alta da bolsa é um sinal de que o Brasil está no caminho certo e se mostra resiliente, mesmo diante de tensões externas como o “tarifaço”.

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