Um drone iraniano Shahed atingiu a base logística do Exército dos Estados Unidos no Porto de Shuaiba, no Kuwait, em 1º de março, matando seis soldados e ferindo mais de 30. O ataque, no segundo dia da guerra de agressão contra o Irã, expôs a arrogância, a incompetência e a negligência criminal dos comandantes americanos que ignoraram repetidos alertas de inteligência sobre a vulnerabilidade da instalação.
Segundo relato detalhado de sobreviventes publicado pelo Washington Post, o drone atingiu o centro de operações do 103º Comando de Sustentação do Exército. Os mortos incluem o sargento-chefe Robert M. Marzan, o major Cody A. Khork, o sargento-chefe Noah L. Tietjens, a sargento-chefe Nicole M. Amor, o sargento Declan J. Coady e o major Jeffrey R. O’Brien.
O general que fugiu
Um soldado sobrevivente relatou, com a voz tremendo de emoção: “Não deveríamos ter saído do maldito prédio”. O general, segundo o relato, não voltou para ajudar os feridos. Soldados haviam descrito o plano de defesa como perigoso e pediram mudanças, mas foram ignorados.
O ataque representa um dos incidentes mais custosos para o pessoal americano na guerra de Trump. A negligência dos comandantes transformou a base num alvo fácil. Um drone Shahed, tecnologia de baixo custo, penetrou as defesas de uma das forças militares mais bem equipadas do mundo.
A agressão que voltou para assombrar
O ataque é resultado direto da agressão não provocada de Washington contra o Irã. Os EUA e Israel lançaram uma campanha aérea massiva contra alvos iranianos, provocando a resposta legítima e proporcional de Teerã em legítima defesa.
O sangue dos soldados mortos no Kuwait está nas mãos dos generais que os enviaram para uma guerra de agressão e os deixaram desprotegidos. O império descobre, mais uma vez, que a arrogância militar tem um preço que não é pago pelos generais, mas pelos soldados.





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