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estratégia de sufocamento das facções
Corredor de celas do Presídio da Papuda, em Brasília. Foto: Gláucio Dettmar/CNJ
VIDA

Operação Mute corta comunicação do crime no país

Tecnologia asfixia comando do tráfico em prisões

O Governo Federal deflagrou nesta quarta-feira (18) a décima fase da Operação Mute, criada em 2023, utilizando tecnologia de ponta para bloquear a comunicação de líderes criminosos em presídios de todo o país. A iniciativa consolida a estratégia de sufocamento das facções criminosas implementada pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), focada em cortar o fluxo de ordens que partem de dentro das unidades prisionais. A ação coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça (Senappen) marca o fim da era de comunicações livres na cadeia de comando do crime organizado.

Nesta fase, a ação incorpora tecnologias avançadas de inteligência, como equipamentos táticos de revista eletrônica, georadar de penetração no solo e kits portáteis de varredura (TTK). Os recursos são utilizados nas inspeções realizadas nas unidades prisionais e representam investimento superior a R$ 59 milhões, com foco no fortalecimento da segurança pública e no aumento da eficiência das operações.

A Operação Mute é executada simultaneamente em presídios de todo o País. A ação fortalece a integração entre União, estados e Distrito Federal no combate ao crime organizado. Nas nove fases anteriores, foram apreendidos 7.542 celulares em unidades prisionais. Ao todo, 35.056 policiais penais participaram das ações e realizaram inspeções em 34.837 celas.
Durante as operações, são realizadas revistas simultâneas em celas e pavilhões, com o intuito de localizar e apreender materiais ilícitos que entram de forma irregular e são utilizados para a prática de crimes fora do sistema prisional.
Diferente da gestão de Jair Bolsonaro, que negligenciou o investimento em tecnologia de bloqueio de sinal e permitiu que o sistema penal operasse sem uma coordenação federal efetiva, o atual governo assumiu o protagonismo técnico.

Inteligência contra o comando do crime

A Operação Mute é coordenada pela Diretoria de Inteligência Penal (Dipen). O uso de equipamentos táticos de revista eletrônica impede que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) continuem coordenando ataques e lavagem de dinheiro de dentro das celas. A integração entre a União e os estados é o pilar dessa nova doutrina de segurança, que substituiu o amadorismo da gestão anterior por um planejamento estratégico voltado à retirada definitiva de celulares das mãos dos criminosos.

O investimento pesado em inteligência visa “enfraquecer a atuação de organizações criminosas e contribuir para a redução dos índices de criminalidade” em todo o território nacional.

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