A verdadeira razão para a invasão da Venezuela foi anunciada oficialmente nesta quarta-feira (7) pelo próprio presidente Donald Trump: o petróleo. Em uma declaração que expõe a natureza da operação, Trump afirmou que o novo governo venezuelano “concorda” em entregar até 50 milhões de barris de petróleo para os Estados Unidos.
O anúncio do “acordo” ocorre no mesmo dia em que a Guarda-Costeira americana, agindo como uma polícia global, capturou dois navios-petroleiros em águas internacionais por violarem as sanções de Washington. A mensagem é clara: o “acordo” foi alcançado sob a mira de canhões.
A diplomacia da força em ação
A apreensão dos navios é a demonstração prática de como a “concordância” venezuelana foi obtida. Um dos navios, o Marinera, de bandeira russa, foi interceptado no Atlântico Norte, na zona econômica exclusiva da Islândia. O segundo, M/T Sophia, foi abordado no Caribe.
A justificativa foi explicitada sem rodeios pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth: “Somente o comércio de energia legítimo e legal – conforme determinado pelos EUA – será permitido”.
A doutrina é simples: as leis americanas regem os oceanos, e a força militar é usada para garantir o acesso aos recursos que Washington deseja. A captura dos navios não foi um ato isolado; foi a imposição do bloqueio que forçou a “negociação” anunciada por Trump.
A lei internacional, uma piada
Enquanto a Rússia classifica a apreensão de seu navio como uma violação da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, a realidade é que o direito internacional se tornou letra morta. A reclamação soa como um eco distante diante do fato consumado: os EUA cercam, apreendem e, ao final, anunciam que o país sitiado “concordou” em entregar suas riquezas.
A sequência dos fatos não deixa margem para dúvidas. A invasão, o sequestro de Maduro, o bloqueio naval e, finalmente, o anúncio do butim. A guerra na Venezuela nunca foi sobre democracia ou drogas. Foi, como Trump acaba de confessar, sobre garantir que as maiores reservas de petróleo do mundo ficassem sob o controle dos Estados Unidos. E a “concordância” de hoje é o preço da rendição.
Fonte: Com informações da Agência Brasil






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