Os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar conjunta contra o Irã. O ataque ocorreu na madrugada deste sábado (28). Um dos mísseis atingiu uma escola primária feminina na cidade de Minab. O bombardeio matou pelo menos 51 alunas e deixou 60 feridas. A ação militar atropelou as negociações diplomáticas que ocorriam em Genebra.
Os governos agressores tentaram justificar o massacre. O presidente estadunidense, Donald Trump, confirmou as “grandes operações de combate”. Ele alegou a necessidade de eliminar “ameaças iminentes do regime iraniano”. Trump também vinculou o ataque a supostas interferências iranianas nas eleições dos EUA. Sobre as mortes de civis, o republicano minimizou o fato. Ele declarou que “isso frequentemente acontece em guerra”.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, endossou a ofensiva. Ele afirmou que os bombardeios visam eliminar uma “ameaça existencial”. As Forças Armadas israelenses disseram ter atingido “altas autoridades envolvidas nos planos para destruir Israel”. Contudo, os militares não confirmaram se o aiatolá Ali Khamenei era o alvo principal.
Retaliação iraniana e repúdio global
O Irã respondeu imediatamente à agressão. A Guarda Revolucionária lançou mísseis contra bases militares dos EUA no Golfo Pérsico. Os alvos ficam no Bahrein, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos. Pelo menos uma pessoa morreu em Abu Dhabi. O governo iraniano prometeu manter as operações até a “derrota decisiva” do inimigo.
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A comunidade internacional condenou duramente a escalada de violência. O governo brasileiro expressou “grave preocupação” com os ataques. O Itamaraty defendeu a diplomacia. “O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, diz a nota.
Líderes da Rússia, França, Espanha e da União Europeia também exigiram o fim dos ataques. A presidenta do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Mirjana Spoljaric, criticou o bombardeio. Ela destacou que “infraestruturas civis como hospitais, casas e escolas devem ser poupadas de ataques”. Spoljaric reforçou que “respeitar as regras da guerra é uma obrigação e não uma escolha”.
Violação do Direito Internacional
Diante do massacre, o Irã exigiu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, cobrou providências. “A agressão do regime sionista e de EE.UU. são absolutamente inadmissíveis e um crime evidente”, declarou. A comunidade global aguarda as próximas ações das Nações Unidas.






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