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exportação para a China
Cargueiro brasileiro chegou à China nesta semana. Foto: Agência GOV.BR
ECONOMIA

China compra farinha de vísceras de galinha do Brasil

Envios marcam nova etapa no comércio de insumos agropecuários

Dois novos produtos brasileiros ganharam o mercado da China nesta semana: DDGS, resíduo seco de destilaria usado na alimentação animal, e farinha de vísceras de aves. A operação marca mais uma etapa da abertura contínua de mercados feitas pelo Governo Lula e a ampliação das exportações do agronegócio brasileiro para o mercado asiático, em um movimento que atende ao apetite chinês por insumos do setor. A parte ruim da notícia é o reforço na lógica exportadora de commodities e subprodutos.

Nova abertura comercial

Segundo a informação divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, as primeiras cargas de DDGS chegaram à China, ao mesmo tempo em que o Brasil passou a enviar farinha de vísceras de aves ao país. A iniciativa amplia o portfólio brasileiro no comércio com Pequim e abre espaço para novos fluxos de produtos voltados à nutrição animal.

No papel, trata-se de um avanço comercial. Na prática, é mais um capítulo da estratégia de empurrar ao mercado externo tudo o que o agronegócio consegue transformar em mercadoria. A dinâmica beneficia grandes exportadores, enquanto o país continua refém de cadeias produtivas voltadas para fora, com pouco valor agregado, baixa diversidade e forte concentração de renda.

Mercado chinês e dependência exportadora

A China segue como principal destino de produtos agropecuários brasileiros e, ao ampliar a compra de DDGS e farinha de vísceras, reforça sua posição de parceira central do setor. Para o governo brasileiro, o embarque representa abertura de mercado.

Os produtos citados têm uso na alimentação animal e integram uma cadeia em que o Brasil se consolida mais como fornecedor de matéria-prima do que como exportador de tecnologia ou bens de maior valor. É um modelo que sustenta números de balança comercial, mas não resolve o problema estrutural de um país que continua preso à lógica primário-exportadora.

A expansão dessas vendas para a China pode render fortunas ao agronegócio e divisas para o país, mas também expõe a fragilidade de um projeto econômico baseado em exportar o que sobra da indústria e do campo, enquanto os ganhos ficam concentrados em poucos grupos.

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