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Flávio flopa na Paulista e pede intervenção de Trump

Contra a corrupção? Só a dos outros, na terra do Master

Flávio Bolsonaro Paulista
Boneco gigante de Donald Trump e bandeiras dos Estados Unidos apareceram entre os manifestantes durante o ato bolsonarista de 7 de Setembro na Avenida Paulista, em São Paulo (SP). Foto: Lucas Salum/Brasil de Fato

O 7 de Setembro da direita flopou. O ato convocado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 28,5 mil pessoas nesta segunda-feira (7), segundo o Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Cebrap e a ONG More in Common. A expectativa do Partido Liberal (PL) era de 100 mil. O número ficou abaixo das manifestações de 2025 (42,2 mil), de 2024 (45,4 mil) e até de 2022 (32,7 mil), ainda na campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nem a crise envolvendo Alexandre de Moraes e o Banco Master turbinou as ruas.

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Contra Moraes, pela toga de quem protege Flávio

O tamanho do público não reduziu a radicalização. Do alto do trio elétrico, Flávio chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de “laranja podre” e jurou derrubá-lo. “Aquela laranja podre não pode contaminar toda a Corte”, disse. “Vou indicar cinco porque Alexandre de Moraes vai cair”, ameaçou, prometendo nomear “homens e mulheres que sejam contra o aborto, contra as drogas”. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) foi além: “O lugar de Alexandre de Moraes é na cadeia”. E convocou para o próximo domingo (13) um protesto em frente à casa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pressionar o impeachment. “O presidente do Congresso tem que representar o povo e o povo quer o impeachment de Moraes”, afirmou.

O alvo escolhido diz tudo: em vez de mirar o Ministério Público ou a Polícia Federal (PF), o bolsonarismo ataca a instituição que pode processar o pedido de impeachment — e defende André Mendonça, o ministro que virou cabo eleitoral de Flávio e mantém a delação do Dark Horse na gaveta. Bonecos infláveis de Mendonça desfilaram pela praça.

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A praça que pede socorro a Trump

A manifestação trocou a bandeira gigante dos Estados Unidos de 2025 por um boneco inflável de Donald Trump, faixas em inglês e cartazes pedindo que o presidente americano “acompanhe as eleições”. Tudo regado a gritos de “Fora, Lula, Fora, Moraes”. Os mesmos que gritam contra a corrupção silenciam sobre Vorcaro: Nikolas chamou os áudios com o banqueiro de “pastel de vento”, e Tarcísio de Freitas, que recebeu R$ 2 milhões de Fabiano Zettel, cunhado do ex-dono do Master, disse que a acusação “beira o ridículo”. Enquanto isso, em Brasília, Lula defendeu a soberania nacional diante das pressões externas. O contraste não poderia ser maior: um lado pede intervenção de Trump; o outro, que o Brasil não se curve a potência estrangeira.

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