• Home
  • Brasil
  • Fraude no INSS chega ao gabinete de Flávio

Fraude no INSS chega ao gabinete de Flávio

Administradora de empresa do senador é irmã de operador do esquema

Por Com informações do Brasil de Fato
Foto do senador Flávio Bolsonaro na CPMI do INSS durante sessão no Congresso.
Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, agora suspeito de ligações com as fraudes do INSS.

A tensão política aumentou em Brasília com a possível convocação de Flávio Bolsonaro na CPMI do INSS. Nesse cenário, o deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentou um requerimento para ouvir o parlamentar, logo após a Polícia Federal encontrar vínculos familiares entre sua equipe e o núcleo de fraudes previdenciárias.

Atualmente, o foco da investigação que envolve Flávio Bolsonaro na CPMI do INSS mira a conexão entre o escritório de advocacia do senador e o grupo de Antônio Carlos Camilo Antunes. Vale lembrar que autoridades apontam Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, como o chefe dos desvios bilionários.

Leia mais sobre o esquema do Careca do INSS aqui.

Vínculos de Flávio Bolsonaro na CPMI do INSS

Inicialmente, a apuração indica que a ligação suspeita passa por Letícia Caetano dos Reis. Ela administra a empresa do senador desde 2021, e o escritório funciona no mesmo endereço da mansão de R$ 6 milhões que o político comprou.
Contudo, o problema maior que arrasta Flávio Bolsonaro para a CPMI do INSS envolve o irmão de Letícia. A Polícia Federal identifica Alexandre Caetano dos Reis como sócio direto do operador das fraudes.
Além disso, Alexandre utiliza a empresa Camilo & Antunes Limited, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. Segundo os investigadores, essa offshore servia para blindar patrimônio e lavar dinheiro. O grupo adquiriu, por exemplo, quatro imóveis avaliados em R$ 11 milhões.

O Elo Político e os Próximos Passos

Em sua defesa, Letícia afirmou que o advogado Willer Tomaz a indicou para o cargo. Dessa forma, Tomaz surge como peça-chave, já que é amigo pessoal do senador e transita entre a elite política, incluindo nomes como Arthur Lira.
Por fim, a comissão votará o requerimento nesta quinta-feira (5). O objetivo dos parlamentares é rastrear o fluxo financeiro entre as empresas investigadas. O presidente da comissão, senador Carlos Viana, prevê a votação do relatório final para março.

Fale conosco