A Polícia Federal (PF) pretende incluir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente, na lista prateada da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). A nova lista (criada em 2025) visa localizar bens ligados a investigações criminais e Flávio pode ser colocado nela por conta do dinheiro ligado ao filme “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro.
A análise do pedido de inclusão na Interpol ocorre depois que o ministro do STF, André Mendonça, autorizou que a PF abrisse inquérito para apurar os repasses que somam R$ 61 milhões feitos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, à produção do filme.
A lista, ou difusão prateada da organização, auxilia a busca e identificação de patrimônio com base na cooperação internacional. As informações sobre o pedido da PF foram divulgadas pelo jornal O Globo e confirmadas por outros veículos de imprensa.
A principal suspeita é de que a maior parte do dinheiro tenha sido enviada ao exterior e não para a produção do filme. As investigações não descartam nenhuma hipótese, inclusive a de que o dinheiro possa ser utilizado para financiar o projeto eleitoral bolsonarista de 2026, ou mesmo manter a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, local onde se autoexilou para ficar longe da Justiça brasileira.
Investigadores afirmam que ainda não foi solicitado o nome do senador na lista da Interpol, mas a medida pode ser adotada caso a cooperação internacional já em curso não seja suficiente para rastrear os recursos.
A PF avalia que Flávio terá dificuldade para comprovar a aplicação do dinheiro na produção do filme, já que prometeu apresentar uma prestação de contas em maio, mas isso não ocorreu. Além disso, pretende pedir a inclusão de Daniel Vorcaro na difusão prateada da Interpol.
É importante lembrar que Flávio Bolsonaro, inicialmente, tentou dissimular sua relação com Daniel Vorcaro ao ser confrontado por um jornalista do The Intercept. O senador buscou ocultar a proximidade com o banqueiro, mas os fatos que vieram a seguir provaram que a relação ia além: “Irmão, estou e estarei contigo sempre”, chegou a dizer Flávio, em mensagem obtida pela Polícia Federal.





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