Paralelamente, equipes do Crescente Vermelho Palestino conseguiram recuperar os corpos de 14 socorristas que haviam sido mortos uma semana antes por disparos israelenses no bairro de Tal al-Sultan, em Rafah.
Os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza, sob controle do Hamas, indicam que 50.277 palestinos morreram desde o início da campanha militar israelense, desencadeada após o ataque do grupo palestino em 7 de outubro de 2023, que resultou em 1.218 mortes em Israel. Havia expectativas de um possível cessar-fogo durante as celebrações do Eid al-Fitr, que não se confirmaram.
Proposta de saída para o Hamas
Em meio aos confrontos, esforços diplomáticos continuam sendo conduzidos pelo Egito, Catar e Estados Unidos para mediar um acordo de cessar-fogo e garantir a libertação dos reféns israelenses ainda mantidos em Gaza.
Neste sábado (29), uma autoridade de alto escalão do Hamas anunciou que o grupo havia aceitado uma nova proposta de trégua apresentada pelos mediadores e solicitou o endosso israelense ao acordo. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou o recebimento do texto e apresentou uma contraproposta.
Em declarações feitas neste domingo, Netanyahu afirmou que Israel permitirá a saída das lideranças do Hamas de Gaza, desde que o grupo palestino abandone seu arsenal.
O premiê rebateu críticas sobre a falta de engajamento de seu governo nas negociações para libertação dos reféns, argumentando que a intensificação da pressão militar sobre o Hamas está produzindo resultados.
“Estamos negociando sob fogo
Podemos ver rachaduras começando a aparecer” nas posições do Hamas, declarou Netanyahu durante reunião ministerial.
Segundo o líder israelense, na “etapa final” do conflito, “o Hamas vai depor suas armas. [E] seus líderes terão permissão para sair”. O grupo palestino já manifestou disposição para renunciar à administração de Gaza, mas rejeita a exigência de entrega de armamentos.
Netanyahu também mencionou que Israel trabalha para implementar o plano proposto pelo presidente americano Donald Trump, que prevê o deslocamento de habitantes de Gaza para outros países. Após o término do conflito, conforme o primeiro-ministro, Israel assumiria a responsabilidade pela segurança geral em Gaza e “permitiria a implementação do plano de Trump”.