O governo federal reconheceu sumariamente o estado de calamidade pública em Juiz de Fora e enviou uma comitiva de ministros para socorrer as vítimas das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata, em Minas Gerais. A força-tarefa, determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concentra esforços no resgate de desabrigados, na ajuda humanitária e na liberação rápida de recursos para a reconstrução da cidade e de municípios vizinhos, como Ubá e Goianá.
O reconhecimento do estado de calamidade, publicado no Diário Oficial da União, destrava a burocracia estatal e permite a adoção imediata de medidas federais de resposta ao desastre. O governo também orientou que outros municípios afetados solicitem o reconhecimento de emergência pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), garantindo que o repasse de verbas e o suporte logístico cheguem rapidamente a quem mais precisa.
Tragédia
A tragédia provocada pelos temporais na Zona da Mata mineira já contabiliza 22 mortos, sendo 16 em Juiz de Fora e seis no município de Ubá. O volume histórico de chuvas — que em Juiz de Fora atingiu a marca recorde de 584 milímetros apenas em fevereiro, o dobro do esperado para o mês — causou enchentes, desabamentos e deslizamentos de terra em grande escala. Diante do cenário de devastação, que deixou centenas de desabrigados e destruiu infraestruturas urbanas, as prefeituras locais decretaram estado de calamidade pública, suspenderam as aulas e mobilizaram equipes de resgate em uma corrida contra o tempo para localizar desaparecidos sob os escombros.






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