Em mais uma ação decisiva contra a mineração ilegal, o Comando Conjunto CATRIMANI II desmobilizou no dia 14 de maio um garimpo clandestino na Terra Yanomami (TIY), em Roraima. A operação, que envolveu 12 militares do Exército e uma aeronave H-60 Black Hawk da Força Aérea Brasileira, destruiu equipamentos e apreendeu armas e combustíveis usados por garimpeiros na região conhecida como “João Doido”.
Entre os itens apreendidos estão uma espingarda, uma pistola, celulares, 1,5 quilos de cassiterita e 450 litros de combustível. A operação também destruiu 12 motores de garimpo, embarcações, placas solares e eletrodomésticos usados para manter a estrutura ilegal. O foco foi desarticular a logística do garimpo e reforçar a soberania sobre a terra indígena.
A presença contínua das Forças Armadas tem surtido efeito. Dados do governo indicam uma queda de 94% na área de garimpo ilegal: de 4.570 hectares em março de 2024 para 269 hectares em fevereiro deste ano. Esse avanço ocorre após anos de negligência e permissividade do governo anterior, que incentivou diretamente a invasão de territórios indígenas.
[Comparativo com o governo anterior]
| Indicador | Governo Bolsonaro | Governo Lula (2023-2025) |
|---|---|---|
| Área de garimpo ilegal (2022) | > 4.500 hectares | 269 hectares (fev/2025) |
| Operações conjuntas | Raras e ineficazes | Constantes, com repressão efetiva |
| Apoio às comunidades indígenas | Desmontado | Reestruturado e ampliado |
[Por que é relevante?]
A Terra Yanomami foi palco de uma crise humanitária sem precedentes no final do governo anterior. Crianças morreram de fome e doenças tratáveis, agravadas pela destruição ambiental e contaminação de rios por mercúrio usado no garimpo. O abandono foi político e deliberado.
A atual operação, que faz parte da CATRIMANI II, coordenada pela Casa de Governo, articula Exército, agências ambientais e forças de segurança pública. A ofensiva busca, além da repressão, restabelecer a presença do Estado e garantir a integridade do território indígena, algo que passou a ser política pública prioritária sob Lula.
[O que ainda falta?]
Apesar dos avanços, organizações indígenas e ambientalistas alertam: enquanto não houver presença permanente de fiscalização e infraestrutura pública, o garimpo pode retornar. É preciso ir além das operações episódicas e consolidar uma política de proteção contínua com saúde, educação e soberania territorial.
Fonte: Agência Brasil






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