A polêmica proposta da Petrobrás para explorar petróleo na Foz do Amazonas está novamente em análise pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). O órgão rejeitou a primeira versão do projeto, mas agora avalia um novo plano, que inclui a construção de uma base de apoio em Oiapoque (AP), a 170 quilômetros da área de perfuração.
A Foz do Amazonas é uma região de alta sensibilidade ambiental, abrigando 70% dos manguezais brasileiros e uma biodiversidade única. A exploração de petróleo na área divide especialistas: enquanto alguns defendem os benefícios econômicos, outros alertam para os riscos de acidentes e impactos irreversíveis ao ecossistema. O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, destacou que a nova proposta da Petrobrás reduz o tempo de resposta em caso de emergência, mas ainda há etapas críticas a serem avaliadas.
A Petrobrás informou que a base em Oiapoque deve ficar pronta em maio, mas o projeto ainda depende da aprovação dos técnicos do Ibama. Após essa etapa, será necessário realizar uma avaliação pré-operacional para testar a segurança e a eficiência do sistema. *”Uma vez aprovado o plano, ainda teremos a avaliação pré-operacional, que é essencial para garantir que tudo funcione como o esperado”*, explicou Agostinho.
O presidente do Ibama reforçou que a decisão final levará em conta todos os riscos ambientais e a importância da região para a pesca e a biodiversidade. *”É uma área muito rica, com muitos manguezais e atividades pesqueiras. Tudo isso está sendo considerado pelos nossos técnicos”*, afirmou.






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