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ECONOMIA

Greve da Petrobras racha, mas núcleo duro no Rio mantém paralisação

Movimento grevista perde unidade nacional após maioria dos sindicatos aceitar acordo

A frente de greves que ameaçava paralisar setores estratégicos do país no fim de ano sofreu sua primeira e mais significativa fratura. A greve nacional dos petroleiros, um dos três pilares da crise, foi suspensa na maior parte do país após a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e 13 de seus sindicatos aceitarem a proposta de acordo coletivo da Petrobras. A decisão alivia a pressão sobre o governo, mas não encerra o conflito: o poderoso sindicato do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), que representa os trabalhadores da Bacia de Campos, rejeitou a oferta e decidiu manter a paralisação.

O recuo da maioria dos sindicatos foi um movimento estratégico para evitar um dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), o que poderia anular os avanços já conquistados. Com isso, o cenário de caos iminente, que também envolve a greve nos Correios e a ameaça de paralisação dos aeronautas, perde parte de sua força.

No entanto, a batalha continua no coração da produção de petróleo do Brasil.

A resistência na Bacia de Campos

Os trabalhadores do Norte Fluminense, em greve desde 15 de dezembro, consideraram a proposta da Petrobras insuficiente. O principal ponto de discórdia, que não foi atendido a contento, é a busca por uma solução definitiva para os déficits dos planos de previdência da Petros (PEDs), que resultam em pesados descontos nos salários de aposentados e pensionistas.

Enquanto a FUP optou por garantir ganhos menores e evitar o confronto judicial, o Sindipetro-NF, que representa mais de 25 mil trabalhadores, mantém a posição de força. A adesão nas plataformas da Bacia de Campos, uma das principais áreas produtoras do país, continua sendo de 100%, segundo o sindicato.

“A negociação continua aberta, mas sem avanços nos pontos centrais da pauta não haverá recuo. A categoria está unida e disposta a manter a mobilização”, afirmou o coordenador-geral do Sindipetro-NF, Sérgio Borges.

O cenário, portanto, mudou de figura. A greve, que era uma ameaça nacional e unificada, agora se concentra em uma queda de braço intensa e localizada entre a Petrobras e o núcleo mais combativo da categoria, em uma área vital para a produção de petróleo e gás do país.

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