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Haddad candidato a governador
Ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ouve discurso do presidente Lula no ABC Paulista: candidato para derrotar a extrema direita. Foto: Partido dos Trabalhadores
BRASIL

Haddad é lançado como candidato ao governo de SP

Presidente diz que extrema direita não volta ao poder

O PT oficializou na noite desta quinta-feira (19) a pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. O ato ocorreu no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, com Lula, Alckmin, Haddad e Edinho Silva no palco.

Lula disse que convenceu Haddad a entrar na disputa para barrar a extrema direita. “Eu vou ser candidato, porque enquanto esse jovem com 80 primaveras estiver com energia de 30, a extrema direita não volta a governar esse país”, afirmou. Sobre Haddad, completou: “Ele vai ser o futuro governador de São Paulo, porque está mais do que preparado e é o ministro da Fazenda mais exitoso”.

O ministro da Fazenda disse que não entra na eleição para fazer acordo. “No meu caso nunca existiu barganha. Eu não disputo eleição para barganhar o que quer que seja. Eu disputo a eleição para ganhar. E é como vou disputar essa eleição”, declarou. Ele também avisou que o debate será duro, mas possível de vencer.

Alckmin reforçou a confiança na candidatura. “Escrevam aí, o Haddad vai ganhar essa eleição”, disse. Já Edinho Silva chamou Haddad de “um quadro de primeira grandeza para São Paulo” e afirmou que o país enfrenta o avanço do “pensamento autoritário, da ultradireita e infelizmente do fascismo”.

Palanque nacional na grande disputa

O PT aposta em usar São Paulo como palanque nacional para Lula, repetindo a estratégia de 2022. O estado tem 34,4 milhões de eleitores, e a campanha quer explorar os dados econômicos do governo federal para tentar encurtar a distância para Tarcísio de Freitas nas pesquisas.

O evento reuniu um amplo arco de lideranças políticas, partidárias, sindicais e do governo federal. A lista anunciada ao longo da cerimônia inclui: ministros e integrantes do governo federal, tais como Luiz Marinho, Camilo Santana, Paulo Teixeira, Guilherme Boulos, Adriano Massuda (secretário-executivo do Ministério da Saúde).

Entre as direções partidárias e lideranças nacionais estiveram Nádia Campeão e Rovilson Brito (PCdoB), Beto Trícoli e Regina Gonçalves (PV), Caio França (PSB), assim como lideranças do movimento sindical Sérgio Nobre (CUT), Canindé Pegado (UGT), Antônio Neto (CSB) e Raimundo (Força Sindical SP). Completaram a lista deputados estaduais e federais.

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