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inquérito contra Alfredo Gaspar
Gaspar (D) é acusado de violentar menina de 13 anos, que teria concebido uma criança filha do estupro. Foto: Reprodução Redes Sociais
BRASIL

Investigado por estupro relator que perseguiu filho de Lula

Alfredo Gaspar (PL-AL) é alvo da PF por denúncia de estupro

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que passou meses exercendo sua vocação de carrasco na CPMI do INSS, agora experimenta o outro lado do balcão. A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para abrir inquérito contra o parlamentar, sob a acusação de estupro de vulnerável. O pedido, encaminhado ao ministro Gilmar Mendes, baseia-se em representação de Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS), que resgataram a denúncia de que Gaspar teria engravidado uma menina de apenas 13 anos.

A ironia é cortante: Gaspar, que quebrou sigilos e revirou a vida de Fábio Luís Lula da Silva sem achar uma única prova, agora vê sua própria biografia sob a lupa da Polícia Científica. Na última quinta-feira (23), em Maceió, o deputado teve que ceder seu material genético para um exame de DNA. Nas redes, posou de corajoso, dizendo que a coleta foi por “livre vontade”, mas o fato é que a pressão jurídica sobre a suposta paternidade — de uma criança de 8 anos registrada no nome da avó — tornou-se insustentável.

A queda do “moralista” de ocasião

Durante a CPMI, Gaspar tentou desesperadamente o indiciamento do filho do presidente Lula para garantir cliques e alimentar a sanha da extrema-direita. Enquanto caçava fantasmas para desviar o foco da destruição da previdência, o relator ocultava o próprio esqueleto no armário. Agora, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem prazo para se manifestar sobre a abertura formal da investigação que pode enterrar a carreira do “paladino” alagoano.

Gaspar nega tudo e ataca os denunciantes com queixas-crime, chamando-os de “parlamentares criminosos”. Entretanto, o choro de quem se achava intocável ecoa vazio. O parlamentar que usou o mandato para perseguir famílias alheias agora luta para provar que sua própria linhagem não começou com um crime hediondo. No teatro político do PL, a máscara da meritocracia e da moralidade caiu, revelando o que o bolsonarismo tem de mais abjeto: a projeção das próprias sombras no adversário.

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