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GEOPOLÍTICA

Israel intercepta navio com Greta Thunberg, Thiago Ávila e ativistas rumo a Gaza

Exército bloqueia embarcação humanitária e usa arma química sobre tripulantes, que foram levados para local não informado

Israel interceptou e apreendeu neste domingo (8) o navio Madleen, que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza. A bordo estavam ativistas internacionais como Greta Thunberg, a deputada europeia Rima Hassan, o ator Liam Cunningham (de Game of Thrones) e o brasileiro Thiago Ávila, coordenador da Freedom Flotilla Coalition. Todos foram detidos pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) e levados sob escolta à costa israelense.

A Freedom Flotilla Coalition (FFC), responsável pela missão, denunciou que o ataque aconteceu em águas internacionais e relatou o uso de drones e substâncias químicas contra a tripulação. “Eles borrifaram algo branco, similar a tinta, e bloquearam todas as comunicações. Sons perturbadores vinham pelo rádio”, afirmou a organização no Telegram. As imagens divulgadas mostram os ativistas de colete salva-vidas, mãos erguidas, mas sem a presença de militares.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, já havia anunciado a interceptação, alegando que o grupo buscava “provocação midiática” com “iate de selfies” e que “existem formas legítimas de entregar ajuda a Gaza — que não passam pelo Instagram”. A embaixadora israelense no Brasil não se pronunciou até o momento.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil publicou nota exigindo a libertação imediata dos ativistas e o respeito à liberdade de navegação em águas internacionais. O Itamaraty também reiterou a urgência de remover o bloqueio à entrada de ajuda humanitária em Gaza, conforme o direito internacional.

O Madleen navegava com bandeira britânica e se aproximava lentamente da costa de Gaza, vindo do norte do Egito. Os ativistas sabiam dos riscos da missão. “Sabemos que experiências anteriores com flotilhas como essa resultaram em violência e até mortes”, disse Thunberg à CNN.

A interceptação, em meio à crise humanitária na Faixa de Gaza, reacende o debate sobre o uso desproporcional da força por parte de Israel e a criminalização de ações civis e pacíficas de solidariedade internacional.


[Missões humanitárias sob bloqueio militar]

Missão Humanitária Ano Interceptador Situação Resultado
Freedom Flotilla (Mavi Marmara)    2010    Israel Águas internacionais 10 ativistas mortos
Madleen (Greta, Ávila, Rima) 2024 Israel Águas internacionais    Detenção e deportação
Save the Children (Sudão do Sul) 2019 Milícia local Zona de conflito Sequestro e liberação
Sea-Watch (Mediterrâneo) 2021 Itália Águas territoriais Barco confiscado, ativistas soltos

A operação militar de Israel pode configurar violação do direito internacional marítimo, além de restringir o direito de ação humanitária. O caso testa os limites da diplomacia internacional e a capacidade dos países, como o Brasil, de garantir a integridade de seus cidadãos envolvidos em causas globais.

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