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GEOPOLÍTICA

Lula a Trump: “Quer Conselho da Paz? Coloque a Palestina na mesa”

Em conversa de 50 minutos, presidente brasileiro tenta enquadrar iniciativa do republicano sobre o Oriente Médio

O presidente Lula decidiu testar os limites do pragmatismo de Donald Trump. Em conversa telefônica na manhã desta segunda-feira (26), o brasileiro respondeu ao convite para integrar o controverso “Conselho da Paz” — colegiado criado pelo americano — com uma contraproposta ousada: a inclusão imediata de um assento para a Palestina e a restrição do mandato do grupo apenas à crise na Faixa de Gaza.

A manobra de Lula é cirúrgica. Na semana passada, em Salvador, ele havia criticado duramente a iniciativa, afirmando que “Trump quer criar uma nova ONU para ser o dono”. Agora, ao sugerir a presença palestina, Lula tenta forçar o colegiado a lidar com a raiz do conflito, algo que historicamente desagrada a base de apoio de Trump. Além disso, ao pedir que o conselho foque apenas em Gaza, Lula tenta impedir que o órgão esvazie a ONU em outras pautas globais.

Pragmatismo e “Química” Improvável

Apesar do abismo ideológico, a relação entre os dois líderes segue um roteiro de conveniência mútua que o Planalto chama de “química excelente”. O resultado prático dessa aproximação foi a recente derrubada de sobretaxas de 40% sobre produtos brasileiros, um alívio econômico celebrado por ambos na ligação.

Lula aproveitou a abertura para pautar interesses diretos do Brasil:

  • Reforma da ONU: Reforçou que o Conselho de Segurança precisa de novos membros permanentes (leia-se: Brasil), e não ser substituído por iniciativas paralelas.
  • Crime Organizado: Propôs — e Trump aceitou — um pacto de inteligência para combater lavagem de dinheiro e tráfico de armas, mirando o fluxo financeiro de facções que operam nas Américas.
  • Venezuela: Lula manteve sua posição de defesa da estabilidade regional, tentando evitar escaladas intervencionistas.

Próximos Passos

A conversa selou uma futura visita de Lula a Washington, prevista para ocorrer após o giro do presidente pela Ásia (Índia e Coreia do Sul) em fevereiro. O encontro servirá para testar se a “química” resiste às divergências sobre o Oriente Médio e se Trump aceitará as condições brasileiras para seu novo conselho.

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