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VIDA

Lula celebra Dia dos Povos Indígenas e lança desafio: “Sem saber ancestral, não há futuro”

Saberes milenares dos povos originários preservam 80% da biodiversidade mundial e são última fronteira de defesa do planeta

Neste 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, o presidente Lula e o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) reforçaram o protagonismo das comunidades tradicionais como “última fronteira contra a destruição do planeta”. A data marca também os preparativos para a COP30, que acontecerá em Belém (PA) em 2025 e promete ser a primeira edição “aldelada” – com participação recorde de lideranças indígenas na discussão climática global.  

Em postagem nas redes sociais, Lula destacou: “O verdadeiro futuro é o que resistiu”, referindo-se aos saberes milenares que preservam 80% da biodiversidade mundial. O MPI, liderado por Sônia Guajajara, anunciou ações como o Círculo dos Povos – espaço inédito para vozes indígenas na COP – e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que visa destravar financiamentos internacionais para essas comunidades.  

DETALHES QUE IMPACTAM:  

1. INDÍGENAS NA COP30: O QUE ESTÁ EM JOGO?  

– Meta: Garantir que 30% das decisões da conferência incluam demandas indígenas.  

– Novidade: Criação de uma Comissão Internacional Indígena, presidida por Guajajara.  

– Desafio: Apenas 1% dos fundos climáticos globais chega a territórios tradicionais.  

2. ACORDO DE PARIS: PROMESSA QUEBADA  

– Fracasso global: Temperatura do planeta já ultrapassou 1,5°C em 2023 – limite estabelecido em 2015.  

– Paradoxo: Apesar de reconhecerem os indígenas como “guardiões das florestas”, países ricos não repassam recursos.  

3. AÇÕES DO GOVERNO LULA  

– Ciclo COParente: 14 encontros nacionais para capacitar lideranças antes da COP30.  

– Fundo TFFF: Mecanismo para viabilizar financiamento direto a comunidades.  

– Funai reforçada: Retomada de demarcações após anos de paralisia no governo Bolsonaro.  

POR QUE ISSO IMPORTA?  

– Dados alarmantes: Terras indígenas freiam 30% do desmatamento na Amazônia (ISA).  

– Justiça climática: COP30 é chance de pressionar EUA e Europa a pagar pela preservação.  

– Legado: Políticas indigenistas podem virar modelo global se financiadas de fato.  

Fonte: Agência GovBr

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