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reciprocidade de Lula
Presidente Lula discursa na Alemanha: "Brasil cansou de ser tratado como país pequeno". Foto: Ricardo Stuckert/PR
GEOPOLÍTICA

Lula reage a abuso dos EUA e cobra reciprocidade

Presidente contrariado com expulsão de delegado da PF

Lula respondeu com dureza a dois movimentos que expõem a mesma linha política: a defesa da soberania brasileira diante da pressão dos Estados Unidos e a recusa em aceitar que o Brasil seja tratado como país secundário. Em um caso, o presidente afirmou que, se houve “abuso americano” contra um delegado da Polícia Federal, o governo pode agir com reciprocidade. No outro, reforçou, na Alemanha, que o país “cansou de ser tratado como um país pobre e pequeno”.

A fala sobre reciprocidade foi dada nesta terça-feira (21), depois de o governo estadunidense pedir a saída de um delegado brasileiro que participou da prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. Lula foi direto: “Não sei o que aconteceu. Fui informado hoje de manhã. Acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa”.

Soberania não se negocia

O presidente deixou claro que o governo não pretende aceitar interferência sem resposta. Ao comentar o episódio, Lula afirmou: “Nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas não podemos aceitar essa ingerência, esse abuso de autoridade que alguns personagens americanos querem ter com relação ao Brasil”.

A reação ocorre num momento em que Ramagem permanece nos Estados Unidos, após buscar asilo político para evitar o cumprimento da pena de 16 anos imposta pela Justiça brasileira por tentativa de golpe de Estado. O episódio escancara, mais uma vez, a proteção política que setores da extrema direita buscam fora do país para escapar da Justiça.

Brasil quer ser tratado como potência

Na Alemanha, Lula completou o recado em tom ainda mais político. Ao abrir a Feira Industrial de Hannover, afirmou que o Brasil não aceita mais ser visto como um país menor. A mensagem dialoga com a postura do governo de tentar reposicionar o país no cenário internacional, apostando em indústria, transição energética e soberania.

As duas falas se conectam. De um lado, o governo reage a uma provocação dos Estados Unidos. De outro, tenta afirmar que o Brasil não está disposto a baixar a cabeça. O recado de Lula é simples: respeito não se pede com submissão, se impõe com postura de Estado.

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