Foi-se o tempo em que militar golpista vivia na mamata até mesmo depois de tentar derrubar a democracia. Nesta quarta-feira (4), a Marinha do Brasil decidiu, com o atraso de sempre, expulsar de vez o suboficial Marco Antônio Braga Caldas. O agora ex-militar foi condenado pelo STF a 14 anos de cadeia por participar dos atos terroristas do 8 de janeiro de 2023, quando a turba bolsonarista invadiu e depredou as sedes dos Três Poderes, achando que ia restaurar a “ordem” com bíblia, camiseta da Seleção e golpe.
Mesmo estando na reserva o que no linguajar dos quartéis significa aposentado com todos os privilégios pagos com dinheiro público Caldas teve sua conduta examinada por um Conselho de Disciplina. A conclusão: envergonhou até os colegas fardados. O resultado foi a “exclusão a bem da disciplina”, o eufemismo militar para “rua sem direito a tchau”.
Até então, Caldas cumpria pena num quartel da Marinha, com direito a cama arrumada, comida garantida e uniforme engomado. Mas agora, com a expulsão assinada, adeus mordomia: ele vai para o sistema prisional comum, junto com outros delinquentes sem farda nem habeas corpus.
A exclusão é mais do que simbólica: é um aviso de que a impunidade dos tempos do capitão cloroquina está perdendo força. A Justiça já havia feito sua parte em dezembro, quando o Supremo determinou a prisão do suboficial. Agora, a Marinha faz o que deveria ter feito no minuto seguinte ao julgamento.
Mais que um caso isolado, Caldas é o primeiro de uma série de militares que devem se explicar à tropa e ao país por terem trocado a Constituição por postagens do Telegram. Que sirva de exemplo: golpista, mesmo de farda, é criminoso. E criminoso, mesmo na reserva, não merece mimo merece cadeia.
[GOLPISTA EXPULSO, VEJA O QUE MUDA]
| Antes | Agora |
|---|---|
| Prisão em quartel militar | Cela comum no sistema prisional civil |
| Pensão de suboficial da reserva | Adeus aos vencimentos |
| Título e honrarias militares | Desonra e exclusão por indisciplina |
| Conexão formal com a Marinha | Corte total de vínculos institucionais |






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