A influenciadora digital Martha Graeff recebeu mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 520 milhões) em bens e ativos transferidos pelo ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A revelação, baseada em documentos entregues à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, levou o colegiado a aprovar a convocação imediata da ex-noiva do banqueiro. Os parlamentares investigam se a transferência massiva de patrimônio foi utilizada como estratégia para ocultar bens e lavar dinheiro desviado de fundos de pensão.
O inventário de luxo destinado à influenciadora inclui uma mansão em Miami avaliada em US$ 86,5 milhões, além de joias, relógios de alto valor e uma frota de veículos composta por modelos Rolls-Royce Cullinan, Mercedes-Benz G-Class e Land Rover Defender.
Em resposta às investigações, Martha Graeff declarou à imprensa que “foi amante” de Vorcaro e criticou o vazamento de mensagens íntimas contidas nos celulares apreendidos pela Polícia Federal (PF), ameaçando acionar a Justiça.
Lucros de 11.000% e blindagem no STF
A origem dos recursos que bancaram o patrimônio da influenciadora está ligada a operações financeiras atípicas realizadas por Vorcaro. Documentos da PF apontam que o banqueiro obteve um lucro de R$ 294,5 milhões em apenas 24 horas, ao comprar e revender cotas de fundos de investimento entre o Natal e o Réveillon de 2023. O ganho real da operação foi de 11.472% num único dia. No total, as transações sob suspeita renderam ao banqueiro cerca de R$ 441 milhões em um curto intervalo de tempo.
Enquanto a CPMI avança sobre o patrimônio de Graeff, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, agiu para limitar o acesso às provas. Mendonça determinou a suspensão do acesso dos parlamentares ao material da quebra de sigilo de Vorcaro armazenado na “sala-cofre” do Senado, ordenando que dados da vida privada do banqueiro sejam preservados.
A decisão ocorre no momento em que a investigação também mira o Hotel Botanique, em Campos do Jordão, avaliado em R$ 100 milhões, que teria sido usado para encontros privados entre o banqueiro e autoridades do Judiciário.






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