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Na foto distribuída pela Casa Branca, a mancha vermelha no pescoço de Trump é disfarçada pela edição. Mas as agencias internacionais, como a France Press (detalhe), não mascararam o problema.
GEOPOLÍTICA

Cerco global a Trump após massacre de crianças

ONU e China condenam barbárie; Espanha rompe com Washington

A escalada militar promovida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã ultrapassou a linha da barbárie e mergulhou o governo de Donald Trump em uma crise diplomática sem precedentes. O bombardeio conjunto que dizimou uma escola primária na cidade de Minab, no sul do território iraniano, deixando 175 mortos — a esmagadora maioria meninas entre 6 e 12 anos —, deflagrou uma onda de repúdio global. Enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU), a China e agências humanitárias exigem punição para o que classificam como crime de guerra, Washington coleciona retaliações de aliados históricos e intensifica a caçada à cúpula do regime persa.

A tragédia humanitária em Minab foi o epicentro de uma sessão tensa no Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira (2), ironicamente presidida pela primeira-dama estadunidense, Melania Trump. O embaixador iraniano, Amir Saeid Iravani, não poupou palavras e classificou a condução da reunião como “profundamente vergonhosa e hipócrita”. A indignação foi endossada pelo representante permanente da China, Fu Cong, que exigiu a responsabilização criminal dos agressores. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Unesco também vieram a público para denunciar a grave violação do direito internacional. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, cobrou uma investigação “rápida, imparcial e minuciosa” sobre o massacre das estudantes.

Rompimento com a Espanha e cerco a aiatolás

O banho de sangue no Oriente Médio já cobra seu preço nas alianças ocidentais. O governo da Espanha, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, recusou-se a ceder as bases militares de Rota e Morón para que os caças americanos lançassem ataques contra Teerã, alegando violação da Carta das Nações Unidas. A recusa enfureceu Trump, que anunciou nesta terça-feira (3) o corte imediato de todas as relações comerciais com o país europeu. “A Espanha não tem absolutamente nada que nos interesse”, disparou o republicano, que já vinha pressionando Madri a elevar seus gastos militares na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Enquanto a diplomacia desmorona, a ofensiva militar no terreno avança numa afronta ao Estado iraniano. O Exército israelense bombardeou o prédio da Assembleia dos Peritos em Qom, órgão fundamental da teocracia responsável por escolher o líder supremo do país. Fontes militares indicam que todos os 88 aiatolás que compõem o conselho estavam no edifício, que foi “arrasado” pelos mísseis. A operação faz parte de uma estratégia coordenada para destruir a capacidade de comando e controle do Irã, atingindo também o complexo presidencial e a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

A saúde de Trump sob os holofotes

Em meio à tensão de uma guerra que ameaça incendiar o globo, a condição física do próprio comandante em chefe estadunidense virou motivo de especulação. Durante uma cerimônia na Casa Branca nesta segunda-feira, Trump foi fotografado com uma grande e misteriosa mancha vermelha no lado direito do pescoço. O médico oficial da presidência, Sean Barbarella, apressou-se em justificar a marca como resultado de um “tratamento preventivo” com pomada. O episódio bizarro soma-se aos recentes hematomas visíveis nas mãos do presidente de 79 anos, que ele próprio atribuiu ao excesso de apertos de mão e ao uso contínuo de altas doses de aspirina para evitar que “sangue espesso circule no coração”.

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