A campanha do presidente Lula lançou nesta terça-feira (9) o site “Mercado da Mentira“, um comparativo que expõe, com dados do IBGE, a disparada do preço da comida sob Bolsonaro e a desaceleração sob Lula. O recorte é preciso: a inflação média anual dos alimentos consumidos em casa passou de 13,2%, entre 2020 e 2022, para 3%, entre 2023 e 2025. Três anos contra três anos. Os dois governos, o mesmo IBGE, o mesmo produto — e realidades opostas.
Isso importa porque o preço da comida é a pauta mais sensível desta eleição. É o item que aperta o bolso do trabalhador todo santo dia, e é sobre ele que a extrema direita constrói a mentira de que “o Brasil está quebrado” e de que “com Lula é tudo caro”. Os números contam outra história: quem viu a comida explodir foi quem governou de 2020 a 2022, no auge da pandemia, com a gasolina de Bolsonaro batendo recorde e o auxílio negado por meses.
É preciso entender uma diferença que a direita confunde de propósito: comparar o ritmo de encarecimento não é dizer que a comida ficou barata. Quando Lula assumiu, em janeiro de 2023, os preços já estavam num patamar elevado — herdado. A conta é simples: um produto que passou de R$ 10 para R$ 15 subiu 50%. Se depois cair 10%, custará R$ 13,50. Ficou mais barato, mas segue acima do preço inicial. A herança maldita não se desfaz num passe de mágica. O que os dados mostram é que o ritmo de aumento despencou — e os preços começaram a cair.
Os resultados recentes confirmam a virada. Em julho, os alimentos consumidos em casa ficaram 1,14% mais baratos e a cesta básica caiu em 26 das 27 capitais. Enquanto isso, o governo ampliou a isenção do Imposto de Renda, renegociou dívidas no Desenrola e fez o salário mínimo subir acima da inflação — com o piso projetado em R$ 1.741 para 2027. É a política econômica chegando à mesa do trabalhador.
A direita que chama tudo de “comunismo” não explica por que a comida subia 13,2% ao ano com o liberalismo de Paulo Guedes e desacelera para 3% com o governo Lula. Não explica porque não tem explicação. O mercado da mentira tem nome, sobrenome e CPF. E agora tem site — para que ninguém mais caia na lábia.
A contradição central
A comida subia 13,2% ao ano com Bolsonaro e cai para 3% com Lula — mesmo IBGE, mesmo produto, mesma cesta. A direita passa quatro anos prometendo “baratear tudo” e entrega a maior alta de alimentos da história recente. Depois joga a conta no colo de quem recebeu o país com o preço lá em cima. Quem quebrou o mercado da mentira foi o dado.
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