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militares na trama golpista
subtenente Giancarlo Rodrigues, tenente-coronel Guilherme Almeida, major da reserva Ângelo Denicoli. Foto: FLIA (Imagem Gerada por IA)
BRASIL

Da fábrica de fake news para a cadeia

A mando do STF, Exército prende militares golpistas

O Exército prendeu três militares condenados no núcleo 4 da trama golpista, nesta sexta-feira (10), após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão escancara algo mais grave do que uma simples execução de sentença: homens fardados, integrantes da estrutura militar brasileira, trabalharam para confundir a sociedade, espalhar mentira organizada e alimentar uma ofensiva contra a democracia.

Foram presos o major da reserva Ângelo Denicoli, no Espírito Santo, o subtenente Giancarlo Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Almeida, em Brasília. Denicoli ficará no 38º Batalhão do Exército, em Vila Velha (ES), enquanto os outros dois cumprem pena em unidade militar na capital federal. A custódia é de responsabilidade do próprio Exército.

Máquina de desinformação

Segundo a Procuradoria-Geral da República, os réus usaram a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos e disseminar informações falsas contra o processo eleitoral, instituições e autoridades. Em outras palavras: não se tratou de opinião, nem de divergência legítima. Foi ação coordenada, com aparato de Estado, para corroer por dentro a confiança pública e abrir caminho à instabilidade institucional.

O núcleo reúne sete réus acusados de disseminar notícias falsas para produzir caos político. Dois condenados seguem foragidos no exterior. O coronel Reginaldo Abreu está nos Estados Unidos e não foi localizado. Carlos César Moretzsohn Rocha está no Reino Unido e também não foi preso. Ambos são considerados foragidos.

Pena e desdobramentos

O agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet, preso desde 2024, passou a cumprir pena definitiva nesta sexta-feira (10). Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército, também integra a lista de condenados no núcleo 4.

As penas definidas pelo STF variam de 7 anos e 6 meses a 17 anos de prisão, além de multa. O tribunal também determinou o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, a inelegibilidade dos réus, a perda de cargo de Bormevet e o envio do caso ao Superior Tribunal Militar para análise sobre a situação dos oficiais.

O caso expõe uma verdade incômoda: setores das Forças Armadas não apenas flertaram com o golpismo. Eles participaram ativamente da tentativa de solapar a democracia brasileira, usando o prestígio institucional da farda como cobertura para a desinformação e o ataque ao regime constitucional.

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