A ministra Vera Lúcia Santana Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi vítima de racismo e discriminação ao ser impedida de entrar em um seminário sobre combate ao assédio promovido pela Comissão de Ética Pública (CEP) na última sexta-feira (16). O episódio foi denunciado publicamente pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, durante sessão plenária nesta terça-feira (20).
“O episódio expõe a contradição cruel de uma ministra negra, especialista no tema, ser impedida de acessar justamente um evento que debatia o combate à discriminação”, destacou Cármen Lúcia, visivelmente indignada. A presidente do TSE ressaltou que Vera Lúcia, além de ministra substituta da Corte, é referência nacional na defesa dos direitos das mulheres negras, tornando o caso ainda mais grave. “Não podemos naturalizar que uma autoridade do mais alto escalão do Judiciário seja submetida a esse tipo de situação só pela cor de sua pele”, completou, ao anunciar que o tribunal não se calará diante do ocorrido.
||| O que aconteceu
- Local: Auditório do Centro Empresarial da CNC (Brasília), onde a AGU e outros órgãos têm sede
- Contexto: Vera Lúcia foi convidada como palestrante para o seminário “Gestão Pública – Prevenção ao Enfrentamento do Assédio e da Discriminação”
- Fato: Mesmo apresentando carteira funcional de ministra, foi barrada por seguranças terceirizados
- Resolução: Só conseguiu entrar após intervenções de autoridades
||| Reação institucional
[1] Denúncia formal: Cármen Lúcia enviou ofício à Comissão de Ética da Presidência
- “Racismo é crime. Qualquer destratamento fere a Constituição”
[2] Posicionamento da AGU: Responsabilizou a administração terceirizada do prédio e prometeu medidas
[3] Repercussão: Caso ocorreu justamente em evento sobre combate à discriminação
||| Quem é Vera Lúcia Santana?
- Primeira mulher negra ministra do TSE
- Indicada por Lula em 2023
- Trajetória: Advogada e ativista histórica do movimento de mulheres negras
Fonte: Agência Brasil






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