A aliança neofascista formada por Estados Unidos e Israel imaginou que o assassinato do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, seria suficiente para empurrar a população às ruas e derrubar o regime dos aiatolás. Ledo engano. Quarenta dias depois da morte do dirigente religioso, multidões voltaram a se reunir no Irã em atos de luto e reafirmação política, mostrando que a aposta de Washington e Tel Aviv fracassou bisonhamente.
Em Teerã, a cerimônia marcou o 40º dia da morte de Khamenei e reuniu milhares de pessoas. A mobilização contrariou a lógica de guerra psicológica vendida pelo bloco imperialista, que tratou o ataque como se bastasse eliminar uma liderança para desmontar toda uma estrutura política, social e religiosa. O que se viu foi o contrário: o episódio reforçou o sentimento nacional e expôs a distância entre a propaganda ocidental e a realidade iraniana.
“A procissão fúnebre começou na manhã de quinta-feira, com os participantes marchando da Praça Jomhouri até o local onde o aiatolá Khamenei foi assassinado”, informou a mídia estatal Press TV, acrescentando que as homenagens ocorrem em centenas de cidades do país.
A cerimônia em Teerã foi até a noite. Em vídeos publicanos pelas emissoras locais, é possível ver milhares de pessoas em marcha em diferentes cidades, segurando bandeiras do Irã e imagens das principais lideranças e também das crianças mortas no ataque a escola.
Ataque não produziu o efeito esperado
A ofensiva iniciada em 28 de fevereiro foi desenhada para provocar colapso interno no Irã. A leitura dos autores da agressão era simples e arrogante: matar a liderança abriria espaço para rebelião popular e desorganização do Estado. Mas a sociedade iraniana respondeu de outra forma, com presença massiva nas ruas e demonstrações públicas de unidade em torno do país.
O funeral e as homenagens também serviram como recado político. Em vez de fragmentação, houve reafirmação. Em vez de rendição, resistência. A tentativa de impor pela força uma mudança de regime acabou esbarrando na mesma realidade que costuma desmontar o cálculo das potências ocidentais: povos atacados tendem a cerrar fileiras diante da agressão externa.






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