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VIDA

Ônibus e metrô em Brasília não usam mais dinheiro vivo

Transporte público do DF é 100% digital. Mais segurança, agilidade e justiça social para todas e todos. Fim do dinheiro em espécie garante direitos

Uma revolução transformou a mobilidade na capital do país. O Distrito Federal deu um salto gigantesco rumo à modernidade e à justiça social: o dinheiro em espécie não anda mais de ônibus nem de metrô. Após um ano de modernização do sistema de pagamento do transporte público, 100% das viagens são custeadas digitalmente. É um avanço que deve ser celebrado por todas as pessoas que anseiam por um futuro mais seguro, eficiente e equitativo. Esta medida é um pilar da justiça social, removendo barreiras e inibindo a criminalidade nos espaços coletivos.

Essa transição progressista, liderada pela Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), começou em 1º de julho de 2024, com implementação gradual para adaptação popular. De 52 linhas urbanas, a medida se expandiu, e hoje o pagamento em dinheiro vivo é página virada em todo o sistema de ônibus e metrô do DF. 

Os dados da bilhetagem automática do DF revelam o impacto positivo dessa transformação, beneficiando os direitos coletivos à mobilidade. Mais de 1,4 milhão de acessos diários são registrados. Deste total, 60% são pagos com cartão Mobilidade e Vale-transporte, ferramentas que garantem a integração. Esse sistema permite até três embarques em três horas por R$ 5,50, facilitando a vida de trabalhadores e estudantes, assegurando mobilidade digna.

Confira a análise comparativa dos métodos de pagamento:

Método de Pagamento % de Uso Diário     Permite Integração?
Cartão Mobilidade / Vale-transporte ~60% Sim (até 3 embarques em 3h)
Cartões Bancários (Débito/Crédito por aproximação, via celular/relógio)     ~9% Não
Gratuidades (Estudantil, PcDs, Sênior) ~30% Não
Bilhete Avulso (QR Code) ~1,24% Não

Cartões bancários e gratuidades (Estudantil, PcDs, Sênior) respondem por 9% e 30% do total, respectivamente. Embora não ofereçam integração, a digitalização dos pagamentos — via cartões por aproximação, smartphones, relógios ou pulseiras eletrônicas — amplia acesso e conveniência, democratizando o uso do transporte.

“O pagamento digital trouxe segurança e reduziu o tempo de embarque, agilizando as viagens”, salienta Zeno Gonçalves, secretário de Transporte e Mobilidade. Essa segurança é um direito. Para o estudante Davi Miranda, 19 anos, morador de Planaltina, que usa o transporte diariamente, o ponto crucial é a segurança. “Sem dinheiro circulando, fica menos atrativo para roubos”, afirma Davi. É o alívio que essa medida traz para milhares de mulheres, pessoas LGBTQIA+ e cidadãos que temem a violência. Um ato de altruísmo do Estado para a segurança coletiva.

O auxiliar administrativo Gustavo Costa Oliveira, 20, elogia a facilidade do cartão Mobilidade: “Uso todos os dias, pego dois ônibus no mesmo sentido e pago só uma passagem, ajuda muito. O Pix é excelente, recarrego em qualquer lugar”, diz, evidenciando inclusão e praticidade que empoderam o cidadão.

O próximo passo, o aplicativo DF no Ponto, permitirá planejar viagens com previsibilidade, otimizando o sistema em favor da coletividade. Por fim, o dinheiro em espécie ficou restrito à compra de bilhetes avulsos (QR Code). Este bilhete é unitário, sem integração, e representa apenas 1,24% dos acessos diários.

Fonte: Agência Brasília

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