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Oposição quer CPI para apurar escândalo que Bolsonaro começou e Lula estancou

Requerimento com 185 assinaturas ignora que esquema de R$ 6 bi teve origem em 2019. CGU já identificou 5,4 milhões de vítimas de descontos ilegais em benefícios

Deputados da oposição protocolaram nesta quarta (30) pedido de CPI das Fraudes no INSS, em tentativa de explorar politicamente o escândalo que atinge a Previdência. A manobra, liderada pelo bolsonarista Coronel Chrisóstomo (PL-RO), esconde um detalhe crucial: as irregularidades começaram em 2019, com a edição do Decreto 10.410/2020 no governo Bolsonaro, que fragilizou os controles sobre descontos em benefícios previdenciários.

A operação “Sem Desconto” (CGU/PF) revelou que 31 entidades associativas – incluindo sindicatos ruralistas – desviaram recursos através de cobranças não autorizadas. Dados oficiais mostram que:

  • 97,6% dos beneficiários entrevistados não autorizaram os descontos
  • 95,9% nem sequer eram filiados às entidades cobradoras
  • Valores desviados saltaram 142% entre 2021 e 2023

O decreto bolsonarista eliminou o bloqueio automático de descontos após a concessão de benefícios, exigindo agora autorização expressa do segurado. Porém, o INSS da época não criou sistemas para viabilizar essas autorizações, abrindo brecha para fraudes. A Contag (representante de trabalhadores rurais) enviou 6 ofícios entre 2022-2023 alertando para o problema – dois ainda sob gestão Bolsonaro.



DADOS CRUCIAS

>> R$ 6,3 bi Total movimentado por convênios sob investigação (2019?2024)

>> R$ 2,6 bi: Projeção de desvios só em 2024 se esquema continuasse

>> 192 mil pedidos de cancelamento de descontos em abril/2024

Comparativo

Ano Descontos
2021 R$ 536 mi
2023 R$ 1,3 bi

REPERCUSSÃO POLÍTICA

>> Governo Lula: Suspendeu todos os convênios e estuda ressarcimento
>> Ministro Lupi (PDT): Culpa “quadrilha infiltrada” e demitiu diretor herdado da gestão anterior
>> CUT: “Não vamos permitir que destruam o INSS como fizeram com a Petrobras na Lava Jato”

Citação Necessária

“Essa CPI é cortina de fumaça. Quem deveria explicar por que editou um decreto que facilitou fraudes é o governo anterior”

Gleisi Hoffmann (PT), ministra das Relações Institucionais


PRÓXIMOS PASSOS

  • CGU deve concluir relatório final em junho
  • Movimentos sociais pressionam por reparação às vítimas
  • Base governista prepara defesa contra tentativas de desestabilização

Fonte: Brasil de Fato

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