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GEOPOLÍTICA

Petróleo e submissão são as exigências de Trump para Delcy ficar

Acordo teria sido negociado após captura de Maduro, ignora eleições e foca em transformar o país em uma semi-colônia

O governo de Delcy Rodríguez na Venezuela tem um preço e um roteiro claro, ditado por Washington: ela só permanecerá no poder se transformar o país em um protetorado dos Estados Unidos. A lista de exigências, negociada em Caracas após a captura de Nicolás Maduro, foi confirmada ao ICL Notícias por diplomatas na ONU e não inclui democracia, direitos humanos ou eleições livres. O foco é outro: submissão geopolítica e controle do petróleo.

Segundo a apuração, revelada inicialmente pelo site Politico, o pacto imposto por Donald Trump exige que o novo governo venezuelano cumpra quatro mandamentos essenciais:

  1. Expulsar adversários: Identificar e expulsar agentes iranianos, cubanos e de outras redes consideradas hostis por Washington.
  2. Controlar o petróleo: Interromper a venda de petróleo a adversários dos EUA e garantir que empresas americanas assumam a recuperação da produção, com participação significativa no setor.
  3. Matar a desdolarização: Frear qualquer iniciativa de criar canais financeiros no setor de combustíveis que não utilizem o dólar, uma preocupação estratégica para a hegemonia americana.
  4. Eleições sem prazo: Promover eleições “livres” em um futuro indefinido, com o compromisso de que a própria Delcy Rodríguez não concorra.

Oposição descartada, estabilidade controlada

A estratégia americana deliberadamente esnobou a líder da oposição, María Corina Machado. Segundo fontes do governo brasileiro, a Casa Branca teme um vácuo de poder e avalia que Machado não teria apoio suficiente para evitar uma crise interna. A aposta é manter a estrutura chavista no poder — agora dócil e sob controle — para garantir uma estabilidade que sirva aos interesses dos EUA.

Para garantir o cumprimento do acordo, Washington acena com a cenoura e o porrete. A cenoura é a promessa de retirar algumas sanções contra a elite venezuelana ao longo de 2026. O porrete é a ameaça explícita. Trump já avisou que qualquer desvio do roteiro será respondido com um ataque “ainda mais violento”. O secretário de Estado, Marco Rubio, foi mais direto, afirmando que manterá uma nova versão da “diplomacia das canhoneiras” sobre Caracas.

O recado foi entendido. O tom de Delcy Rodríguez mudou radicalmente, passando a “convidar” os EUA para um trabalho conjunto. A suspeita de que um pacto foi selado é tão forte que circula até entre militares brasileiros.

No cenário internacional, o Itamaraty já avisou na ONU que a criação de um protetorado americano na Venezuela “não seria bem-aceita” pelo governo Lula, sinalizando o profundo mal-estar diplomático que a nova fase da crise inaugura na região.


Fonte: Com informações do ICL Notícias e da Agência Brasil

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