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Flávio Dark Horse Banco Master
Ligações de Flávio Bolsonaro com o Banco Master e o filme Dark Horse podem implodir candidatura neofascista. Fotos: RS/Fotos Públicas
BRASIL

O que a PF encontrou sobre Flávio e o Banco Master

Hashtag #investiguemfláviobolsonaro domina redes

A Polícia Federal apura suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Os investigadores buscam esclarecer a origem, a entrega, a circulação e o destino dos recursos. Flávio afirma que pediu a Vorcaro um “patrocínio privado” e nega irregularidades. A PF, no entanto, trata a relação como possível caso criminal — não como acordo de patrocínio.

Isso importa porque o caso pode ser muito maior do que um filme. O professor de Direito da PUC-RJ André Perecmanis, em entrevista a Leonardo Sakamoto, foi cirúrgico: se a produtora foi só fachada para lavar dinheiro dos aposentados desviado no Banco Master e bancar Eduardo Bolsonaro nos EUA ou caixa dois, o caso sai das mãos de André Mendonça e vai para Flávio Dino. Ele é direto: “o dinheiro não foi pro filme, só sustenta isso quem quer”. A família Bolsonaro está envolvida nas duas situações: o dinheiro de Vorcaro e o desvio de dinheiro de aposentados.

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O contexto é de uma investigação blindada. O inquérito está nas mãos de André Mendonça, ministro do STF nomeado por Jair Bolsonaro. Não anda. Não produz diligências. Não produz informação pública. Em março, Mendonça prorrogou o inquérito do Banco Master por 60 dias a pedido da PF — mas o caso segue parado. Nas mãos de Dino, toda a corrupção dos Bolsonaros com o Banco Master viria à tona. A diferença entre um relator e outro é a diferença entre engavetar e investigar.


A PF apura se houve vantagem indevida na relação entre Flávio — agente público e candidato à Presidência — e Vorcaro, preso pela operação do Banco Master, que envolve fraudes de até R$ 17 bilhões, incluindo dinheiro do fundo Rioprevidência, de aposentados do Rio de Janeiro. Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, disse que Flávio teria ido à casa de Vorcaro buscar “o restante do dinheiro”. Vorcaro não queria aparecer como patrocinador. Eduardo Bolsonaro também é alvo da apuração, suspeito de ter participado da administração dos recursos.

Flávio já deu declarações contraditórias. Em maio, disse estar “100% disposto” a tornar público o contrato. Agora, diz que “não cabe a ele prestar contas” e que o caso é “página virada”. Questionado por jornalistas sobre o caso Dark Horse, desdenhou: “Vocês vão parar no tempo?”. A hashtag #investiguemfláviobolsonaro domina os trending topics do X em várias horas do dia. O inquérito está congelado no gabinete de Mendonça. Nenhuma busca e apreensão. Nenhuma quebra de sigilo. Nenhuma vírgula.

A pergunta que fica é: até quando André Mendonça vai segurar esse caso? Se a tese de Perecmanis se confirmar — produtora como fachada, dinheiro de aposentados, caixa dois — a competência muda. E nas mãos de Flávio Dino, a bomba explode.

A contradição central

O inquérito sobre Flávio Bolsonaro e o Banco Master está nas mãos de André Mendonça, ministro nomeado por Bolsonaro. Não anda, não diligencia, não informa. Se a produtora do Dark Horse foi fachada para lavar dinheiro de aposentados desviado pelo Banco Master, o caso muda de relator. Nas mãos de Flávio Dino, toda a corrupção dos Bolsonaros vem à tona. Mendonça protege. Dino investiga. A diferença é o futuro do país.

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