Um levantamento sobre a configuração política dos governos estaduais, cruzado com os últimos dados do Produto Interno Bruto (PIB), revela a farsa econômica da direita no Brasil. Enquanto 17 estados são administrados por legendas do campo liberal-conservador, o crescimento econômico dessas regiões mascara uma dura realidade de concentração de renda. O avanço do PIB nesses estados é sustentado quase exclusivamente pelo agronegócio predatório e pelos investimentos estruturais do governo Lula (PT).
A divisão ideológica do mapa brasileiro reflete a aliança histórica entre o latifúndio, o capital financeiro e o fisiologismo político. No campo da extrema direita e da direita declarada, o Partido Liberal (PL) comanda o Rio de Janeiro e Santa Catarina, enquanto o partido Novo aplica sua cartilha de desmonte do Estado em Minas Gerais. São laboratórios do neoliberalismo predatório, onde a precarização do trabalho é vendida como inovação e a entrega do patrimônio público vira regra.
O chamado bloco fisiológico, travestido de centro-direita, domina a maior fatia do bolo estadual. Siglas como União Brasil, Progressistas (PP), Republicanos e PSD controlam estados estratégicos como Amazonas, Goiás, Rio Grande do Sul e Paraná. É o grupo que governa exclusivamente para os negócios. O MDB, eterno pêndulo do poder, adapta-se ao clima local para sobreviver: atua pela centro-direita no Distrito Federal e pela centro-esquerda no Pará e em Alagoas.
A fortaleza progressista
Do outro lado da trincheira, o campo progressista sobrevive ancorado no Nordeste e em faixas do Sudeste. A centro-esquerda é liderada majoritariamente pelo PSB, que governa o Maranhão, o Espírito Santo e a Paraíba. Já a esquerda, representada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), administra quatro estados fundamentais para a classe trabalhadora: Bahia, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.

Imagem: @BrasilemMapas
Ao cruzar esse domínio político com os dados do IBGE para o ano de 2025, a narrativa neoliberal desmorona rapidamente. Estados governados pela direita, como Mato Grosso e Goiás, apresentam altas taxas de crescimento. No entanto, essa expansão não é fruto de uma gestão estadual eficiente, mas sim da explosão do agronegócio, um setor que gera pouco emprego e concentra a riqueza nas mãos de grandes latifundiários.
O latifúndio infla os números da direita
A burguesia tenta vender a ilusão de que governadores conservadores são excelentes gestores. A verdade é que o PIB desses estados funciona como uma miragem contábil. O crescimento registrado em Santa Catarina ou no Paraná depende diretamente da estabilidade macroeconômica e do incentivo ao consumo das famílias promovidos pelo governo Lula, que garantiu o avanço nacional de 2,3% em 2025.
Enquanto a direita colhe os louros de uma economia fortemente impulsionada por Brasília, os estados governados pelo campo progressista também mostram sua força. O Pará, sob gestão alinhada à centro-esquerda, registrou um avanço de 5,6% nos primeiros meses do ano, puxado por investimentos reais.
A mentira do modelo liberal
O mapa do Brasil reflete uma profunda disputa de modelos. A direita governa apostando na precarização do trabalho e na isenção fiscal para bilionários, inflando o PIB sem melhorar a vida da classe trabalhadora. O desafio do campo popular é provar que números frios não significam desenvolvimento social quando a riqueza fica restrita aos aliados do neofascismo.





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