Teerã – O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, ironizou neste domingo (8) as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o mercado de energia. Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que fez o barril ultrapassar a marca de US$ 90, o líder iraniano alertou que a continuidade da guerra orquestrada pelo eixo Washington-Tel Aviv trará consequências devastadoras para a economia global.
A manifestação ocorreu através das redes sociais, onde Qalibaf expôs a contradição no discurso americano após os ataques recentes.
“Trump disse que os preços do petróleo não subiriam muito; agora que subiram, ele diz que logo serão corrigidos!”, declarou o presidente do Parlamento.
A crise no setor energético é uma resposta direta à campanha militar em larga escala lançada pelos EUA e por Israel contra o Irã, iniciada após o assassinato do Aiatolá Seyed Ali Khamenei no final de fevereiro.
O impacto da guerra na produção global
A infraestrutura de energia tornou-se um ponto central de preocupação internacional. Com os bombardeios aéreos atingindo diversas regiões iranianas e as retaliações de Teerã contra bases americanas e israelenses, a capacidade de fornecimento está sob risco iminente.
“Se a guerra continuar assim, não haverá maneira de vender petróleo nem a capacidade de produzi-lo”, alertou o oficial iraniano.
Para o governo do Irã, a instabilidade econômica que afeta o mundo é o preço cobrado pela aliança dos Estados Unidos com as ambições militares de Israel. Qalibaf foi categórico ao responsabilizar o primeiro-ministro israelense pela crise que se desenha no horizonte.
“Não apenas os interesses dos Estados Unidos, mas também os interesses dos países da região e do mundo estão sendo queimados pelas ilusões de Netanyahu”, acrescentou.
