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produção de ureia
Unidade da companhia Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. Foto: Agência Petrobras
ECONOMIA

Governo Lula reativa fábrica de ureia da Petrobras

R$ 870 milhões para ampliar soberania em fertilizantes

A Petrobras voltou a produzir ureia na Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), no Paraná, após seis anos de paralisação provocada pela política de desinvestimentos adotada em governos anteriores. A retomada ocorreu nesta quinta-feira (30) e marca um passo estratégico do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para recuperar a capacidade nacional de produzir fertilizantes e diminuir a vulnerabilidade externa do país em um setor fortemente impactado pela guerra na Ucrânia.

Retomada devolve ao país produção estratégica abandonada desde 2020

A unidade da Ansa havia sido hibernada em 2020 sob alegação de prejuízo operacional. Em 2024, já na gestão Lula, a Petrobras decidiu reativar a fábrica. A nova presidente da estatal, Magda Chambriard, havia afirmado em sua primeira entrevista que a produção de fertilizantes voltaria a ser prioridade estratégica — promessa agora concretizada.

Para colocar a planta de volta em operação, a Petrobras investiu R$ 870 milhões em manutenção, testes, inspeções técnicas e recomposição de equipes. A fábrica agora volta a produzir amônia, Arla 32 e, pela primeira vez desde 2018, ureia.

“A Ansa volta a produzir ureia em um momento em que ampliar a capacidade interna desse insumo é cada vez mais relevante para o Brasil”, afirmou o diretor industrial e presidente interino da unidade, Marcelo dos Santos Faria.

Produção nacional cresce e Petrobras volta a dominar mercado

A Ansa tem capacidade para produzir 720 mil toneladas de ureia por ano — cerca de 8% do mercado nacional. Somada às unidades de Sergipe e Bahia, reativadas pelo governo Lula em 2025 e 2026 após abandono privado, a Petrobras deve alcançar 20% de participação no mercado interno.

Com a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN‑III), em Mato Grosso do Sul, prevista para 2029, a estatal poderá controlar cerca de 35% da oferta brasileira.

Impacto no trabalho e na soberania produtiva

A retomada gerou mais de 2 mil empregos durante a fase de mobilização e manterá cerca de 700 postos permanentes. A iniciativa foi celebrada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).

“É com muita emoção que comemoramos o início da produção”, disse a coordenadora-geral, Cibele Vieira. Para ela, a reativação comprova que “a resistência possibilitou a retomada”.

A reativação simboliza a reversão do desmonte e abre caminho para que o país reduza a importação de fertilizantes — hoje próxima de 80% — reforçando a soberania nacional diante de crises internacionais.

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