São Paulo – O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) decidiu neste sábado (7) que não formará uma federação partidária com o Partido dos Trabalhadores (PT) para as eleições de 2026. A deliberação representa uma derrota para o setor interno que defendia a aliança formal, mas foi acompanhada de uma resolução política unânime: o PSOL apoia Lula e confirma sua adesão à reeleição do presidente já no primeiro turno do pleito.
O objetivo da decisão, segundo a direção do partido, é fortalecer a unidade das forças de esquerda para enfrentar a extrema direita, sem abrir mão da independência estrutural. A presidenta da sigla, Paula Coradi, destacou que a unidade do campo progressista foi fundamental em 2022 e segue sendo a prioridade. Além de garantir que o PSOL apoia Lula, a legenda aprovou na mesma reunião a renovação da federação que mantém com a Rede Sustentabilidade, assegurando a continuidade dessa aliança específica pelos próximos quatro anos.
Por que o PSOL apoia Lula sem a federação
O debate sobre a união formal vinha dividindo o partido nas últimas semanas. A proposta, apresentada pela direção petista, era defendida por uma ala ligada ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que via na federação uma estratégia robusta para consolidar a esquerda.
No entanto, os setores contrários argumentaram que a legenda precisava manter sua autonomia política. A principal preocupação era preservar a possibilidade de lançar candidaturas próprias em disputas estaduais. Pela legislação eleitoral, a criação de uma federação obriga os partidos associados a atuarem como uma única sigla em todo o território nacional. Ao recusar o modelo, a direção garante liberdade nos estados, enquanto o PSOL apoia Lula no projeto nacional contra o avanço do neofascismo.






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