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rombo bilionário no BRB
Depois de implorar a Lula por socorro da União, a ultra-bolsonarista Celina Leão agora quer que os deputados distritais assinem embaixo a proposta de pegar empréstimo bilionário dando como garantia receitas correntes do GDF. Foto: Rosinei Coutinho/STF
BRASIL

Amiga de Michelle afunda o DF para salvar o BRB

Celina Leão tenta socorrer banco quebrado por Ibaneis Rocha

A extrema direita transformou o Distrito Federal em um balcão de negócios falido. Após a gestão bolsonarista de Ibaneis Rocha (MDB) quebrar o Banco de Brasília (BRB) com o escândalo do Banco Master, a conta chegou. Agora, o governo ainda mais reacionário de Celina Leão (PP) enviou à Câmara Legislativa (CLDF) um pedido de autorização para um empréstimo bilionário de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O objetivo é salvar o banco estatal do colapso, e quem vai pagar a fatura é a classe trabalhadora.

Para garantir que os banqueiros donos do FGC não saiam no prejuízo, o GDF colocou o patrimônio público na mesa. As garantias do empréstimo incluem as receitas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). Ou seja, o dinheiro que deveria ir para saúde e educação será sugado para cobrir a irresponsabilidade da direita.

A hipocrisia da governadora e sua fiadora

Celina Leão tenta se descolar do desastre, mas suas digitais estão em toda a lama. A atual governadora, que desfila de braços dados com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro — sua fiadora política junto ao eleitorado evangélico de extrema direita —, agora implora por socorro financeiro enquanto o DF afunda. O discurso de austeridade fiscal dos bolsonaristas desaparece magicamente quando é preciso salvar um banco quebrado por corrupção de seus próprios aliados.

A crise financeira do BRB também implodiu a base governista. Como a Frente Livre já revelou, o escândalo do Banco Master rachou a aliança entre Ibaneis e o PL. Após o ex-governador retaliar deputados e exonerar indicados da extrema direita, Celina ficou em uma armadilha. Para manter vivo seu projeto de reeleição em 2026, ela precisa agradar o PL de Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, o que significa trair Ibaneis. Os dois já estão publicamente rompidos.

O povo paga a conta da guerra bolsonarista

Enquanto a direita se digladia, o rombo nas contas públicas só cresce. O GDF fechou 2025 com déficit de R$ 1 bilhão e já acumula mais R$ 1,9 bilhão de buraco neste ano.

A operação de R$ 6,6 bilhões é a prova definitiva de que o bolsonarismo é uma máquina de destruir o Estado. Eles quebram o banco, racham a aliança por poder e, no fim, entregam os fundos públicos para o mercado financeiro.

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