O salário médio do trabalhador brasileiro atingiu R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, o maior valor registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012. O dado, divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa um crescimento real de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025 e confirma o segundo trimestre seguido com rendimento acima de R$ 3,7 mil. Trata-se de um sinal claro do impacto das políticas de valorização do salário mínimo e da redução da informalidade promovidas pelo governo Lula.
Salário mínimo maior impulsiona renda real
De acordo com a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, parte desse crescimento está diretamente ligada ao aumento real do salário mínimo, reajustado para R$ 1.621 em janeiro. “Pode ter uma participação já dessa questão do reajuste do salário mínimo, que é uma recomposição e até ganhos reais”, afirmou. Políticas de valorização do mínimo tendem a puxar a base salarial para cima, afetando tanto o setor formal quanto parcelas do informal que usam o mínimo como referência.
Queda da informalidade melhora a média salarial
Outro fator decisivo foi a redução de 1 milhão no número total de ocupados entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro de 2026 — queda concentrada sobretudo entre trabalhadores informais, que recebem menos. Com menos informais na conta, a média dos rendimentos dos ocupados sobe. No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade caiu para 37,3%, inferior aos 37,6% do fim de 2025 e aos 38% do mesmo período do ano anterior.
A melhora na formalização também explica o recorde de trabalhadores que contribuem para a previdência: 66,9% do total, equivalente a 68,1 milhões de pessoas. É a maior proporção da série histórica e representa mais proteção social, com acesso a aposentadoria, auxílio por incapacidade e pensão por morte.
Massa salarial e desemprego confirmam tendência positiva
A massa de rendimentos chegou a R$ 374,8 bilhões — aumento real de 7,1% em um ano, o que significa R$ 24,8 bilhões a mais circulando na economia. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego registrada pela PNAD foi de 6,1%, a menor já observada para um primeiro trimestre.
O resultado é um retrato consistente: renda maior, desemprego menor, mais gente contribuindo para a previdência e informalidade em queda — um conjunto de indicadores que confirma o fortalecimento do mercado de trabalho e da política de recuperação da renda implementada pelo governo Lula.






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