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VIDA

Starbucks é acusada de lucrar com trabalho escravo em fazendas de café no Brasil

ONGs americanas processam multinacional por US$ 200 mi e pedem bloqueio de importações após resgate de 8 trabalhadores em Minas Gerais

A Starbucks foi processada nesta quinta (24) nos EUA por supostamente se beneficiar de trabalho análogo à escravidão em fazendas de café de Minas Gerais. A ação, movida pela ONG International Rights Advocates, pede US$ 200 milhões (R$ 1,1 bi) em indenizações para oito trabalhadores resgatados em propriedades ligadas à Cooxupé, cooperativa que fornece para a multinacional.


Os casos ocorreram entre 2023 e 2024 em fazendas de:

>> Juruaia (MG): O adolescente de 16 anos ameaçado de espancamento
>> Propriedades de Marcos Florio de Souza: Incluído na Lista Suja do trabalho escravo em abril/2024

A ação alega que a Starbucks ignorou voluntariamente violações em sua cadeia produtiva, apesar de prometer “café 100% ético”.


As Acusações

  • Trabalhadores traficados com promessas falsas
  • Ameaças de violência por “gatos” (intermediários)
  • Dívidas ilegais e alojamentos precários
  • Sem EPIs ou registro em carteira

Provas:

  • Depoimentos colhidos pela Adere-MG

  • Inclusão na Lista Suja do MTE

  • Investigação da Repórter Brasil


Repercussão Internacional

No mesmo dia, a Coffee Watch pediu ao governo dos EUA:

  1. Bloquear importações de café da Starbucks, Nestlé, JDE e outras
  2. Investigar 4 fazendas mineiras na cadeia dessas empresas

Base legal: Lei americana TVPRA permite processar empresas por crimes cometidos fora dos EUA.

Fonte: Repórter Brasil

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