O presidente neofascista dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (8), durante a cúpula da OTAN em Ancara, que o acordo de cessar-fogo com o Irã está “encerrado”. Em um ataque de fúria, chamou os iranianos de “escória”, “pessoas doentes” e “pessoas cruéis e violentas”. A declaração veio após uma noite de bombardeios americanos contra mais de 80 alvos no Irã, sob a justificativa de ataques a três petroleiros no Estreito de Ormuz — ataques que o Irã não reivindicou. Há rumores de que tais ataques teriam sido feitos clandestinamente por Israel para sabotar o acordo de paz, ao qual é contrário.
Duas bases militares na província de Bushehr, no sul do Irã, foram atingidas. A resposta iraniana foi imediata: a Guarda Revolucionária atacou instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait. Uma fonte iraniana avisou que, diante de qualquer novo ataque, o Irã fechará o Estreito de Ormuz e atingirá o dobro de alvos.
“Trump não ganhará nada com essas ameaças recentes, mas certamente perderá tanto o Estreito de Ormuz quanto as negociações sobre um acordo final. A escolha agora é dele”, afirmou a fonte.

Um píer flutuante no porto de Sirik sofreu danos graves em novos ataques dos EUA. Foto: PressTV
A resposta de Teerã
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, respondeu com elegância que contrasta com a grosseria do império.
“Dirigir-se à nação civilizada e corajosa do Irã com linguagem depreciativa não diminui sua grandeza. Os iranianos são conhecidos por sua civilidade, cultura e fortes valores morais. Não respondemos vulgaridade com vulgaridade, mas com ação: destemidamente e com grande bravura”, escreveu Araghchi.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Qalibaf: “O império descobre, mais uma vez, que a soberania de um povo não se compra com sanções nem se quebra com bombas”. Foto: PressTV
O porta-voz iraniano, Baghaei, afirmou que os EUA violaram a estrutura do Memorando de Entendimento de Islamabad. O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, foi mais direto: “As declarações de hoje de Trump, dos insultos à nação iraniana às ameaças de novos ataques, não são sinal de força, mas sim uma admissão do fracasso de uma política que por anos se baseou em força, sanções e ameaças, e não conseguiu dobrar a nação iraniana”.
Gharibabadi concluiu com um recado que Washington deveria levar a sério: “O criminoso e assassino Trump deve ser tratado em sua própria língua; aparentemente, ele entende melhor a linguagem da força!”
O império em desespero
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, classificou os ataques americanos como “absolutamente necessários”, confirmando que a aliança militar ocidental funciona como apêndice do Pentágono. O Ministério das Relações Exteriores do Irã denunciou que os EUA cometeram “agressão militar contra vários centros de monitoramento e vigilância na costa sul do Irã” em “clara violação do Artigo 2, Parágrafo 4 da Carta das Nações Unidas”.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, listou as violações americanas: bombardeios, sanções petrolíferas renovadas, desrespeito aos ajustes iranianos no Estreito de Ormuz e continuidade da agressão israelense.





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