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Venezuela em alerta total: Maduro convoca povo para defender o país

Reagindo a Trump, governo venezuelano mobiliza civis e reservistas em um chamado histórico pela soberania

A Venezuela está em um momento de máxima tensão. O presidente Nicolás Maduro fez um chamado dramático à população, convocando milicianos, reservistas e “todo o povo” para um processo de alistamento nacional. O objetivo dessa grande mobilização é claro: preparar a defesa do país diante do que o governo venezuelano descreve como “ameaças” vindas dos Estados Unidos. A escalada de tensões entre nações pode ter impactos na estabilidade regional e global, afetando economias e a segurança de diversas formas. É um movimento que busca fortalecer a capacidade de defesa da nação, envolvendo diretamente seus cidadãos.


População atendeu ao chamado de Maduro e fez alistamento em massa para defender o país. 

O anúncio oficial da “grande jornada de alistamento” foi feito por Maduro em 21 de agosto, durante uma cerimônia de condecoração de milicianos. O presidente venezuelano deixou claro o propósito: “dizer ao imperialismo: Basta de tuas ameaças! A Venezuela te rejeita, a Venezuela quer paz!”. Essa convocação veio em um momento de forte aumento das tensões com Washington. Pouco antes, os Estados Unidos elevaram para 50 milhões de dólares a recompensa por informações que levem à captura de Maduro, sob a acusação de ele liderar o chamado Cartel de los Soles. Além disso, Washington iniciou uma operação de “combate ao narcotráfico” no Caribe, com o envio de navios de guerra e fuzileiros navais para a região, o que Caracas interpretou como uma ameaça direta à sua soberania.

O alistamento, que ocorreu em quartéis militares, praças públicas e bases de defesa integral, foi caracterizado pelo Ministro da Defesa venezuelano, Vladimiro Padrino, como uma iniciativa “eminentemente popular” e “voluntária”. Para Maduro, é essencial ter “milícias preparadas, ativadas e armadas” para proteger o país. Ele anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos em todo o território nacional. A Milícia Nacional Bolivariana, que está no centro dessa convocação, foi criada pelo ex-presidente Hugo Chávez e é composta por civis e reservistas que recebem treinamento militar e participam de exercícios constantes. Estima-se que as Forças Armadas regulares da Venezuela contem com cerca de 200 mil integrantes, o que mostra a dimensão do reforço buscado na força civil.

A postura venezuelana é de denúncia contra o que Caracas considera tentativas de desestabilização e interferência em seus assuntos internos por parte dos EUA. Por outro lado, o governo americano mantém a pressão sobre o regime de Maduro, reiterando as acusações de envolvimento com o narcotráfico e violações de direitos humanos. Essa dinâmica de acusações e contra-acusações intensifica a polarização e a incerteza na região. A mobilização popular é vista pelo governo Maduro como um escudo contra possíveis ações externas, reforçando a ideia de uma defesa nacional que vai além das Forças Armadas tradicionais, envolvendo a sociedade civil como um todo na proteção da soberania venezuelana. A resposta popular a esse chamado será um indicativo da coesão e do engajamento da população venezuelana diante das crescentes tensões. 


[Ameaça americana e olho grande no petróleo] 

A convocação para o alistamento nacional na Venezuela não é um ato isolado, mas uma reação direta a movimentos dos Estados Unidos. Em agosto de 2025, a administração de Donald Trump despachou três destróieres equipados com sistemas de mísseis guiados Aegis para o Mar do Caribe. O objetivo declarado era combater o narcotráfico, mas Caracas interpretou a ação como uma ameaça militar direta à sua soberania. Essa movimentação militar, por si só, já gerou grande alarme no governo venezuelano. Contudo, a tensão é ainda maior por conta de declarações passadas do ex-presidente Trump. Em diversas ocasiões, ele expressou abertamente seu interesse nos vastos recursos petrolíferos da Venezuela, chegando a afirmar em vídeos e redes sociais que “nós teríamos ficado com todo esse petróleo”. Essas falas, somadas à presença militar dos EUA nas proximidades, solidificaram a percepção de Maduro de que a Venezuela está sob ameaça de agressão e que a mobilização é fundamental para proteger o país.


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