O governo brasileiro reagiu com dureza às novas críticas do governo Donald Trump ao Pix, à regulação das redes sociais e à taxação das compras internacionais, a famosa taxa das blusinhas. A ofensiva veio por meio de um relatório do USTR, órgão de comércio exterior da Casa Branca, que voltou a incluir o Brasil entre os países que, na visão de Washington, impõem barreiras aos interesses americanos.
Enquanto o documento reacende a pressão dos Estados Unidos sobre o país, um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou força nas redes sociais ao reforçar a defesa do sistema de pagamentos. Nas imagens, Lula afirma:
“O PIX é nosso e ninguém vai nos obrigar a mudar o PIX”.
O trecho foi transformado em um vídeo com formato de rapp e vem viralizando entre internautas brasileiros.
O relatório americano critica o papel do Banco Central na criação e gestão do Pix e repete alegações de que a ferramenta pública poderia favorecer um sistema estatal em detrimento de empresas privadas de pagamento. Além disso, o texto também mira o projeto de regulação das plataformas digitais enviado pelo governo ao Congresso e a chamada “taxa das blusinhas”, aplicada sobre encomendas internacionais.
Ao defender o Pix, Lula reforça a estratégia do governo de tratar o sistema como símbolo de soberania tecnológica e de inclusão financeira. O tema, que já vinha sendo usado como exemplo de inovação pública, agora ganha contorno político e diplomático diante da pressão dos Estados Unidos. A viralização do vídeo amplia o alcance dessa mensagem e transforma a defesa do Pix em peça central da disputa narrativa entre Brasília e Washington.






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