A Frente Livre não se cala diante da farsa! O governo americano, através de seu representante de comércio, publicou uma imagem no X (antigo Twitter) listando supostos “pontos de injustiça” do Brasil em uma “guerra comercial”. Mas não nos enganemos: essa lista é apenas um desesperado e tardio pretexto para justificar as tarifas abusivas de 50% impostas por Donald Trump contra as exportações brasileiras. A verdade que a medida foi uma clara tentativa de livrar Jair Bolsonaro do processo por golpe de Estado. Agora, com o ex-presidente cada vez mais isolado, Trump tenta, pateticamente, encontrar outros argumentos para o absurdo, e a coisa toda só vai piorando para ele.
A relevância dessa manobra é cristalina: ela escancara a natureza política e retaliatória das ações de Trump, articuladas por Eduardo Bolsonaro, o filho deputado que se licenciou do mandato para viver nos EUA as custas de uma “doação” de R$ 2 milhões feitas assumidamente pelo pai. Cúmplice de Steve Bannon, que é uma espécie de Engels da atualidade e atua como grilo falante no ouvido de Trump, Eduardo se gaba nas redes sociais de ter sido a eminência parda por trás do tarifaço contra o Brasil.
Atacado dentro do próprio país pela destrambelhada tarifa contra o Brasil, agora Trump tenta construir uma narrativa de “guerra comercial justa”. Essa tentativa de reescrever a história é um insulto à inteligência do povo brasileiro, que, como já provou a pesquisa Atlas/Bloomberg, considera a tarifa de 50% injustificada (62,2%) e reconhece que Lula representa melhor o Brasil (61,1%) no cenário internacional. É o desespero da extrema direita internacional tentando salvar a pele de seus aliados, mas o tiro, como sempre, sai pela culatra.
[A lista da vergonha: desculpas esfarrapadas e a hipocrisia do império]
A nova lista de “reclamações” do governo Trump é um show de desfaçatez
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Agronegócio e Desmatamento: O governo americano acusa o agronegócio brasileiro de invadir terras e devastá-las para criar gado. Uma acusação grave, que, vinda de quem vem, soa como piada. Onde estava essa preocupação com o meio ambiente quando o próprio Trump desmantelava políticas ambientais nos EUA e apoiava governos que incentivavam o desmatamento aqui? Essa “preocupação” ambiental surge convenientemente agora, quando a verdadeira motivação das tarifas precisa ser escondida.
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Direito Intelectual e Pirataria: Reclamam que o Brasil não protege o direito intelectual e fomenta a pirataria. Uma questão antiga e complexa, sim, mas que é tirada do baú de forma oportunista. Por que essa “preocupação” só virou prioridade depois que o processo contra Bolsonaro avançou? É a velha tática de usar problemas reais para justificar agendas ocultas.
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Comércio Livre do Etanol: Os EUA querem vender seu etanol de milho aqui, mas o Brasil impõe barreiras tarifárias para proteger o etanol da cana, nossa tecnologia. A audácia é tamanha que, depois de copiarem nossa tecnologia do etanol, agora querem forçar a venda do deles no nosso mercado. É o protecionismo disfarçado de “comércio livre”, uma afronta à nossa soberania econômica e à nossa produção.
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Transferência de Dados e o PIX: A cereja do bolo da prepotência. Reclamam que o Brasil dificulta a transferência de dados de brasileiros para fora do país e que estamos desenvolvendo nosso próprio sistema de pagamento (o PIX!). Chegam a insinuar que querem “acabar com o PIX”. É o império querendo ditar as regras da nossa economia digital e da nossa soberania tecnológica. O PIX, uma ferramenta de democratização financeira que facilita a vida de milhões de brasileiros, é visto como uma ameaça ao controle financeiro internacional. É um absurdo que só reforça a necessidade de o Brasil seguir seu próprio caminho, livre de ingerências externas.
O mais revelador de tudo é que nenhum desses quatro pontos menciona o presidente Lula diretamente. Isso só reforça a tese de que a motivação original das tarifas não era comercial, mas sim política: uma tentativa desesperada de Trump de intervir na política interna brasileira e blindar seu aliado golpista.
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