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Torre de vigilância da Penitenciária Federal de Brasília, presídio de segurança máxima, vizinho à famosa Papuda. Foto: Ministério da Justiça
BRASIL

Vorcaro vai para presídio federal após morte de capanga

Transferência foi pedida pela PF e autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF

A morte de uma testemunha-chave sob a custódia do Estado é sempre um sinal de alerta máximo, mas no escândalo do Banco Master, o episódio soa como um recado macabro que causa profunda indignação. A trágica e suspeita morte de Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, dentro da carceragem da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais, levanta questionamentos urgentes sobre a segurança das investigações. Sicário não era um mero coadjuvante; ele operava como o comandante da milícia privada de Daniel Vorcaro, o dono do Master — instituição que funcionava como o verdadeiro banco do centrão e irrigava as engrenagens da extrema direita no país.

A gravidade do episódio forçou uma reação imediata do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça autorizou a transferência de Vorcaro para a Penitenciária Federal de segurança máxima em Brasília. A justificativa da PF é clara: manter o banqueiro em um presídio estadual paulista representa um risco à segurança pública, dada sua capacidade de mobilizar redes de influência para interferir nas investigações e o risco à sua própria integridade física após a perda de seu principal capanga.

A milícia digital e o alvo no jornalismo

A morte de Sicário apaga um arquivo vivo de operações clandestinas. As investigações apontam que ele coordenava uma rede de arapongagem, monitoramento ilegal e pressão institucional contra qualquer um que cruzasse o caminho de Vorcaro. O nível de ousadia da quadrilha era tamanho que o banqueiro chegou a encomendar a Sicário uma “refrega” — um ataque direto e violento — contra o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, evidenciando que o grupo não tinha limites para calar a imprensa.

A perplexidade com a morte na cela da PF já reverbera no Congresso Nacional. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) cobrou oficialmente do diretor-geral da corporação a preservação das imagens das câmeras de segurança e dos registros administrativos do dia da morte de Sicário.

Em um caso que envolve bilhões de reais, políticos graúdos e o financiamento da máquina de desinformação da extrema direita, a perda de um operador que sabia demais não pode ser tratada como um mero infortúnio. É preciso transparência absoluta para garantir que a Operação Compliance Zero não seja enterrada junto com suas testemunhas.


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