Recém-sorteado como novo relator do inquérito que apura os crimes do Banco Master, o ministro André Mendonça não perdeu tempo. Sua primeira medida foi convocar uma reunião estratégica com a direção da Polícia Federal (PF) e com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para tomar pé das investigações que, até ontem, estavam sob o controle — e o sigilo — de Dias Toffoli.
A informação, confirmada pelo ICL Notícias, sinaliza uma mudança drástica de postura. Enquanto Toffoli mantinha a PF à distância e impunha travas às diligências, Mendonça busca alinhar os próximos passos da Operação Barco de Papel, que investiga fraudes bilionárias e lavagem de dinheiro envolvendo o banco de Daniel Vorcaro.
A herança maldita de Toffoli
A troca de guarda no Supremo Tribunal Federal (STF) ocorre em meio a uma guerra institucional sem precedentes. Dias Toffoli abandonou a relatoria na terça-feira (10) alegando “foro íntimo”, um eufemismo jurídico para encobrir o insustentável: a PF encontrou mensagens trocadas diretamente entre o ministro e o banqueiro investigado.
Segundo apuração do ICL, o clima entre Toffoli e a Polícia Federal é de “guerra aberta”. O ministro estaria manobrando nos bastidores para anular as provas obtidas no celular de Vorcaro, numa tentativa desesperada de invalidar os diálogos que expõem sua intimidade com o réu e, por tabela, salvar a própria pele.
O temor no Congresso
Se a saída de Toffoli resolve o conflito de interesses financeiro (ligado ao resort da família), a entrada de André Mendonça cria um novo foco de tensão política. De acordo com o Diário do Centro do Mundo (DCM), a escolha do ministro indicado por Jair Bolsonaro acendeu o alerta no Congresso Nacional.
Parlamentares temem que Mendonça utilize o poder de relator do Caso Master — que envolve políticos, gestores públicos e cifras astronômicas — para promover uma “nova Lava Jato” seletiva ou usar as investigações como instrumento de pressão política contra adversários do bolsonarismo.
O que está em jogo
O inquérito do Banco Master não é apenas sobre crimes financeiros; é sobre a captura do Estado. A investigação abrange desde o rombo de R$ 5 bilhões no BRB (Banco de Brasília) até a cooptação de magistrados e autoridades. Com a reunião convocada por Mendonça, a expectativa é que o sigilo que protegia esses nomes comece, finalmente, a cair.
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