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Plenário da Câmara Legislativa do DF pegou fogo na sessão desta terça-feira. Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF
BRASIL

Microfone vaza pressão em votação do socorro ao BRB

Deputados entregam imóveis públicos para cobrir rombo

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) protagonizou mais um capítulo de subserviência ao Palácio do Buriti. Por 14 votos a 10, os deputados distritais aprovaram nesta terça-feira (3) o Projeto de Lei nº 2.175/2026. A medida entrega nove imóveis públicos de empresas como Terracap, Novacap, Caesb e Ceb para garantir um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O objetivo real da manobra não é segredo para ninguém: cobrir o rombo bilionário deixado pelas operações desastrosas do Banco de Brasília (BRB) com o Banco Master.

É preciso ser implacável com a hipocrisia que dominou o plenário. Os mesmos 14 deputados que agora entregam o patrimônio dos brasilienses para salvar o banco são aqueles que, no ano passado, chancelaram a nebulosa associação do BRB com o Master. Eles autorizaram o desastre de olhos fechados e, agora, repetem o voto para socializar o prejuízo com a população.

A lista da cumplicidade com o rombo é formada por:

  1. Daniel Donizet (MDB),
  2. Doutora Jane (Republicanos),
  3. Eduardo Pedrosa (União),
  4. Hermeto (MDB),
  5. Iolando (MDB),
  6. Jaqueline Silva (MDB),
  7. Joaquim Roriz Neto (PL),
  8. Jorge Vianna (PSD),
  9. Martins Machado (Republicanos),
  10. Pastor Daniel de Castro (PP),
  11. Pepa (PP),
  12. Robério Negreiros (PSD),
  13. Roosevelt Vilela (PL) e
  14. Wellington Luiz (MDB).

Eles agiram como despachantes de uma tragédia financeira anunciada.

O teatro, o microfone aberto e o enquadramento

Os bastidores da sessão revelam o nível de tensão e fisiologismo da base governista. Antes de votar o projeto principal, os deputados tiveram que analisar um requerimento de convocação do presidente do BRB, Nelson de Souza. A autoria foi do deputado Thiago Manzoni (PL), que, mesmo sendo apoiador de Ibaneis, cobrou a apresentação de documentos que justificassem o socorro. O projeto acabou aprovado a toque de caixa, atropelando os questionamentos.

O momento mais revelador da noite, porém, não estava no roteiro oficial. Após a votação nominal, o presidente da CLDF, Wellington Luiz, esqueceu o microfone aberto. A transmissão captou o desespero do emedebista chamando nervosamente o líder do governo: “– Hermeto!! Hermeto!! O Joaquim votou a favor, o Joaquim votou a favor!!”.

A tensão tinha um motivo claro. Joaquim Roriz Neto (PL) não apenas compõe a base de Ibaneis Rocha, como sua esposa, Clara Roriz, ocupa a Secretaria de Estado de Atendimento ao Cidadão. Minutos depois do flagra, já devidamente enquadrado pelas engrenagens do poder, Roriz Neto votou a favor do projeto do GDF para cobrir o rombo do BRB com o Master.

A guilhotina de Ibaneis

Para quem ousou desafiar o roteiro do Buriti, a resposta foi imediata e brutal. O governador Ibaneis Rocha não esperou o dia amanhecer. Em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a guilhotina desceu sobre os indicados dos deputados Thiago Manzoni (PL) e Rogério Morro da Cruz (PRD), que votaram contra o projeto.

Foram sumariamente exonerados o secretário de Projetos Especiais, Marcos Araújo Pinto Teixeira; o administrador de São Sebastião, Roberto Medeiros Santos; o administrador do SIA, Bruno Oliveira; e o diretor-presidente do Jardim Botânico, Alan Freire Barbosa da Silva. A mensagem de Ibaneis foi cristalina: no balcão de negócios do GDF, quem não ajuda a pagar a conta do Master com dinheiro público, perde a cadeira.

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