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queda de homicídios
Presidente Lula durante anúncio de entrega de unidades habitacionais do Residencial Morar Melhor no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida, no Residencial Morar Melhor, Conjunto 15, Manaus - AM. Foto: Ricardo Stuckert/PR
VIDA

Renda e emprego de Lula derrubam taxa de mortes

Atlas da Violência registra queda de quase 7% nos assassinatos em 2024

O Brasil registrou em 2024 a menor taxa de homicídios de toda a sua série histórica, com uma queda de 6,9% em relação ao ano anterior. Os dados do Atlas da Violência, divulgados nesta terça-feira (26), mostram que o país contabilizou 42.590 assassinatos. A redução histórica não é fruto de repressão policial ou do armamento civil defendido pela extrema direita, mas o reflexo direto da retomada das políticas de distribuição de renda e valorização do salário mínimo pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Quando o Estado garante comida na mesa, emprego formal e assistência social, a base material que empurra a juventude periférica para a criminalidade enfraquece. O investimento na classe trabalhadora prova ser a política de segurança pública mais eficiente já aplicada no país. A queda de 33,4% na taxa nacional ao longo da última década coincide com os períodos de maior expansão da rede de proteção social.

queda de homicídios

Arte: FLIA

Ocultação de dados e a desigualdade persistente

Apesar do avanço macroeconômico, a herança da desigualdade estrutural ainda cobra seu preço. O coordenador do Atlas da Violência e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Daniel Cerqueira, alerta para a subnotificação. Segundo ele, das 17.207 mortes violentas sem causa determinada em 2024, mais de 7 mil foram homicídios ocultos. O pesquisador explica que o modelo acha, probabilisticamente, padrões de letalidade (homicídio ou não homicídio), olhando as características das vítimas e das situações em que aconteceram os fatos”.

Cerqueira aponta que o Brasil vive uma transição onde a queda de homicídios convive com a manutenção das desigualdades que afetam minorias. A falta de integração entre saúde e polícia mascara a violência real nos estados.

A resposta socialista para a segurança pública

O contraste regional reforça a tese. O Amapá foi o único estado com aumento expressivo da taxa de homicídios, saltando 30,2%. Onde o Estado falha em prover infraestrutura e renda, a violência ocupa o vácuo.

Os números do Atlas da Violência desmentem a narrativa punitivista. A verdadeira pacificação das periferias e dos centros urbanos não nasce do caveirão ou do encarceramento em massa, mas da carteira assinada e do prato cheio. A política econômica do governo Lula, ao focar na base da pirâmide, salva mais vidas do que qualquer operação policial.

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